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Advogada de SC é presa acusada de liderar facção criminosa em Florianópolis

Foragida desde abril, Gabriela Vieira Serafin foi abordada por policiais militares no bairro Pantanal e levada ao Presídio Feminino da Capital. A ação penal por organização criminosa tramita em sigilo e a defesa nega qualquer condenação.

Advogada de SC é presa acusada de liderar facção criminosa em Florianópolis
Foto: Reprodução
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ATUALIZAÇÃO: Gabriela acaba de ser solta. Clique aqui para ler.

Ela ganhou fama nas redes sociais contando, em tom de deboche, os bastidores de clientes presos por tráfico de drogas. Nesta sexta-feira (19), foi a própria advogada quem acabou atrás das grades. Gabriela Vieira Serafin, conhecida como “advogata”, foi presa em Florianópolis, apontada pela investigação como uma das lideranças de uma facção do tráfico que atuava na região da Tapera.

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Presa em patrulhamento

A prisão aconteceu durante patrulhamento de rotina. Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, equipes do Tático do 4º Batalhão (4º BPM) abordaram Gabriela no bairro Pantanal e constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ela. A advogada estava foragida desde abril e foi conduzida ao Presídio Feminino da Capital.

O mandado de prisão temporária havia sido expedido em 13 de abril, pela Justiça de Santa Catarina, pelo crime de tráfico de drogas, cuja pena vai de 5 a 15 anos de reclusão. Desde então, ela não havia sido localizada.

Entenda o caso

Gabriela foi alvo da operação Quebra de Comando, deflagrada em 12 de maio pela Delegacia de Combate às Drogas, do Departamento de Investigação Criminal de Florianópolis. A ação foi o resultado de cerca de um ano de investigação sobre a dinâmica do tráfico na comunidade da Tapera, conforme o Jornal Razão já havia noticiado.

Ao longo da apuração, os investigadores mapearam pontos de venda de entorpecentes e identificaram operadores, intermediadores e responsáveis pela logística do esquema. No dia da operação, 15 pessoas foram presas e 30 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na casa da advogada, os agentes encontraram apenas aparelhos eletrônicos. Ela, porém, não estava no local.

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A fama nas redes

Antes de virar alvo da polícia, Gabriela tinha ganhado popularidade nas redes sociais, onde publicava vídeos sobre processos criminais usando gírias e linguagem coloquial. Em um dos registros, gravado dentro do próprio carro, ela falava sobre uma cliente presa ao tentar embarcar para a França com drogas.

A guria ia embarcar para Paris com um quilo de cocaína dentro do tênis. Eu cheguei lá na Polícia Federal para acompanhar esse flagrante. Foi presa no aeroporto de Florianópolis com passagem para a França.

O perfil dela foi excluído depois que a operação veio a público.

O que diz a defesa

O Ministério Público de Santa Catarina afirmou que apresentou uma ação penal por meio da 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que atua no combate ao crime organizado. O processo tramita na Vara Estadual de Organizações Criminosas e está em sigilo.

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A defesa de Gabriela, a cargo do escritório Duncke & Menna Advogados Associados, sustenta que não existe qualquer condenação contra a advogada. Em nota divulgada no dia 9 de junho, os advogados afirmaram que a investigação se baseia em conversas extraídas do celular apreendido de terceiros, sem diálogo atribuído diretamente a ela, e que nada de ilícito foi encontrado em sua residência.

A advogada vem sendo submetida a intensa exposição pública, muitas vezes acompanhada de conclusões antecipadas incompatíveis com o princípio constitucional da presunção de inocência.

Com a prisão desta sexta-feira, encerra-se a condição de foragida que se arrastava desde abril. A ação penal sobre a facção segue em tramitação, sob sigilo, e ainda não há decisão sobre o caso.

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