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Da Marrequinha à orelha de gato: símbolos e sabores que são a cara de Tijucas

Uma orquídea nativa que virou flor símbolo por lei e um doce caseiro que ganhou o Sul do País: a Cattleya intermedia e a tradição dos doces do Timbé são marcas da identidade tijuquense, e estão entre os temas do documentário dos 166 anos de Tijucas, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura.

Da Marrequinha à orelha de gato: símbolos e sabores que são a cara de Tijucas
Foto: Reprodução
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O que faz uma cidade ser ela mesma? Em Tijucas, parte da resposta está na natureza que o município escolheu para representá-lo e nos sabores que sua gente criou e espalhou pela região. De um lado, uma orquídea nativa que virou símbolo oficial. De outro, um doce caseiro que saiu do interior e ganhou o Sul do País. São expressões diferentes de uma mesma identidade tijuquense, e ambas estão entre os temas do documentário sobre os 166 anos da cidade.

A flor símbolo de Tijucas é a Cattleya intermedia, conhecida popularmente como Marrequinha. Conforme a página oficial de símbolos da Prefeitura, ela foi oficializada pela Lei Municipal nº 1800, de 2003, por iniciativa do então vereador Edson José Souza. Trata-se de uma orquídea nativa da Mata Atlântica e das restingas litorâneas, com ocorrência natural do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul. No Sul do Brasil, é comum encontrá-la crescendo como epífita, fixada em árvores e arbustos perto de rios e áreas alagadas.

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Conhecida pela rusticidade e pela grande variação de cores, que vão de flores quase totalmente brancas, as albas, a tons intensos de rosa e vinho, a Marrequinha floresce geralmente entre o fim do inverno e o início da primavera, trazendo cor depois da época mais fria do ano. A paixão pela espécie é antiga na cidade e é mantida por gerações de cultivadores, reunidos na Associação de Orquidófilos de Tijucas, a AOT. Dois anos depois da flor, em 2005, o município também escolheu sua árvore símbolo, o Ipê Amarelo, definido por um concurso entre as escolas.

Se a flor representa a natureza que Tijucas adotou como símbolo, os doces do Timbé representam o que a gente da cidade construiu com as próprias mãos. No interior do município, a produção de doces e bolachas nasceu da necessidade de famílias rurais complementarem a renda. No passado, os moradores saíam como sacoleiros, vendendo de porta em porta nas cidades do litoral, e foi assim que o Timbé se tornou um dos maiores polos de doces e bolachas da região.

A trajetória do empresário Fabrício da Silva, da Doces Timbé, resume essa história. Aos 18 anos, ele começou a acompanhar os pais aos sábados, vendendo os doces e as bolachas que a mãe fazia em casa. Com tempo e persistência, fundou uma das maiores fábricas da comunidade. No começo, a produção era totalmente manual, com formas simples e cilindros comuns. Hoje, a orelha de gato, o doce mais conhecido do Timbé, está entre os mais de 40 produtos que a fábrica comercializa para todo o Sul do País. Mesmo com a adaptação de máquinas, o acabamento continua artesanal: cada orelha de gato é virada à mão, uma a uma.
Flor e doce, natureza e trabalho. Uma nasce nas restingas e à beira dos rios; o outro, nas cozinhas do interior.

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Juntos, a Marrequinha e os doces do Timbé ajudam a contar o que Tijucas tem de mais característico, e estão entre os trechos do documentário sobre os 166 anos do município, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura de Tijucas. O especial, que será exibido nas escolas da rede municipal, percorre tradições, personagens e marcos que ajudaram a construir a identidade da cidade. Saiba mais sobre o documentário completo dos 166 anos de Tijucas.

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