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Da origem do nome à Ponte Bulcão Vianna: a história que ergueu Tijucas

Da origem indígena do nome ao Casarão Gallotti, do antigo Cine Theatro Manoel Cruz à Ponte Bulcão Vianna: quatro marcos contam a história de Tijucas. Eles abrem o documentário dos 166 anos do município, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura.

Da origem do nome à Ponte Bulcão Vianna: a história que ergueu Tijucas
Foto: Reprodução
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A história de Tijucas pode ser contada em marcos. Quatro deles, espalhados pelo tempo e pelo centro da cidade, resumem séculos de transformação: a origem do nome, o Casarão Gallotti, o Cine Theatro Manoel Cruz e a Ponte Bulcão Vianna.

Tudo começa pelo nome do município. Tijucas vem do tupi ty-yuco, a lama escura da foz, a terra de lama que os índios Carijós viam na beira do rio. Em 1848, surgiu a Freguesia de São Sebastião da Foz do Rio Tijucas, unindo a origem indígena à fé do padroeiro. E em 13 de junho de 1860, o povoado foi elevado à condição de município. É dessa data que se contam, hoje, os 166 anos da cidade.

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O segundo marco é o Casarão Gallotti, erguido no auge do comércio fluvial. Conforme registros históricos, o coronel Benjamim Gallotti chegou da Itália em 1873 e tornou-se um dos homens mais influentes da vila, dono de uma frota de 13 navios à vela. Em 1898, mandou construir o casarão para lembrar o castelo dos ancestrais na Itália, com material vindo da Europa. Tombado como patrimônio estadual em 2002, o casarão hoje abriga o Museu Tijucas e guarda a memória da cidade.

O terceiro marco também é uma construção do centro histórico: o Cine Theatro Manoel Cruz. Construído em 1925 e inaugurado em 1926 por Manoel Miranda da Cruz Sobrinho, nasceu no auge do cinema mudo e funcionou até 1935. Depois, abrigou um galpão de arroz e uma vidraçaria. Hoje, em avançado estado de abandono, parte do teto e da fachada já desabou. Um século depois, segue como patrimônio tombado do município.

O quarto marco é a Ponte Bulcão Vianna, a histórica “ponte preta da Passagem”. Inaugurada em maio de 1930, ela finalmente ligou as duas margens do rio em uma travessia segura. Mas teve papel também na história nacional: cinco meses depois, em outubro de 1930, durante a Revolução que levou Getúlio Vargas ao poder, revolucionários vindos de Itajaí ocuparam a ponte, e a população chegou a fugir para o mato.

O nome em 1860, o casarão em 1898, o cineteatro em 1925 e a ponte em 1930. Quatro marcos, uma cidade que foi se construindo aos poucos, uma palavra, uma pedra, uma viga de cada vez. Esses marcos abrem o documentário sobre os 166 anos de Tijucas, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura de Tijucas. O especial, que será exibido nas escolas da rede municipal, percorre tradições, personagens e marcos que ajudaram a construir a identidade da cidade. Saiba mais sobre o documentário completo dos 166 anos de Tijucas.

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