A mãe achou que o filho havia pegado no sono. Seguiu dirigindo em silêncio, sem imaginar que aquele já não era um sono.
O policial civil Eduardo Corrêa Fernandes morreu na manhã desta sexta-feira dentro do carro em que era levado pela própria mãe, em Tubarão. Ela havia encontrado o filho em estado bastante alterado e agitado e, diante do quadro, optou por levá-lo até a residência da família, em Laguna.
Durante o deslocamento, Eduardo teria permanecido agitado e inquieto dentro do veículo. Em determinado momento, ele se colocou em uma posição incomum no banco do passageiro, com a cabeça voltada para baixo e o corpo dobrado, até cessar os movimentos. A mãe acreditou que ele havia adormecido e seguiu viagem, decidindo retornar com o filho para Tubarão.
Foi só tempo depois, ao passar em frente à praça de alimentação das proximidades da antiga rodoviária e parar para pedir ajuda, que ela se deu conta da gravidade da situação. Eduardo morreu praticamente ao lado dela, sem que percebesse.
Comerciantes da região auxiliaram a retirar Eduardo do banco dianteiro e a acomodá-lo no banco traseiro, enquanto o socorro era acionado. O Corpo de Bombeiros Militar chegou ao local e constatou o óbito.
A guarnição da Polícia Militar de Santa Catarina isolou a cena para preservação dos vestígios. Compareceram ainda a Polícia Civil, sob condução do delegado Marcelo Santos Bittencourt, e a Polícia Científica, com o perito Leonardo Coelho Brüggemann, que assumiram os procedimentos investigativos e periciais.
Até a última atualização, a causa da morte não havia sido confirmada oficialmente e dependia da conclusão da perícia. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.















