A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu os suspeitos de matar o empresário André Stein, dono da Di Mary Colchões, em um latrocínio ocorrido no dia 30 de maio em Cruz Alta, no interior do Rio Grande do Sul. A vítima morava em Tijucas, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação, batizada de Operação Tijucas, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Cruz Alta.
A investigação concluiu que tudo começou com uma armadilha. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos simularam a compra de colchões junto à empresa em que a vítima trabalhava, atraindo André até o município de Cruz Alta, no interior gaúcho, com destino a um endereço apontado como local de entrega da mercadoria.
A emboscada
Foi nesse endereço que a emboscada se concretizou. De acordo com a investigação, ao chegar, André foi rendido, amarrado e colocado dentro do próprio caminhão, emplacado em Tijucas. O veículo seguiu em direção à zona rural, no trecho entre Cruz Alta e Boa Vista do Cadeado, onde ocorreu o latrocínio.
Na manhã do dia 30 de maio, o corpo do empresário foi localizado sob o caminhão que ele conduzia, estacionado às margens de uma estrada não pavimentada. A vítima apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo.
Nove medidas cautelares
A Operação Tijucas cumpriu nove medidas cautelares. Foram duas prisões preventivas contra investigados maiores de idade e duas internações de adolescentes apontados como envolvidos no crime. Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, distribuídos entre endereços ligados aos quatro envolvidos na investigação.
A ação contou com o apoio das delegacias de Cruz Alta e da Delegacia Regional de Ijuí. Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas ao longo da investigação são robustas e a operação representa uma resposta à comunidade.
André Stein, de 37 anos, era natural de Sapiranga (RS) e morava em Tijucas, onde construiu a marca Di Mary Colchões. Dias após sua morte, a esposa do empresário anunciou em vídeo que vai dar continuidade ao negócio. “Apagaram a vida dele, mas a história jamais vão conseguir apagar”, disse ela na ocasião.















