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“Disse que tava na igreja”: jovem de SC tenta álibi inusitado ao ser preso por assaltos

O jovem, de 27 anos, cobriu a placa da moto com uma toalha e teria corrido para um culto para forjar um álibi, mas foi preso em menos de três horas. Foto: Reprodução / PMSC

“Disse que tava na igreja”: jovem de SC tenta álibi inusitado ao ser preso por assaltos
Foto: Reprodução
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Ele cobriu a placa da moto com uma toalha, correu para um culto na tentativa de forjar um álibi e apostou que o tempo trabalharia a seu favor. Não trabalhou. Em menos de três horas, a Polícia Militar reconstruiu o trajeto, derrubou a versão religiosa, identificou a motocicleta e cercou o suspeito a um município de distância de onde os crimes começaram.

O homem, de 27 anos, foi preso em flagrante na noite desta quinta-feira (18), acusado de dois roubos a estabelecimentos comerciais na região central de Gaspar. A prisão aconteceu em Ilhota, para onde ele havia se deslocado depois das ações.

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Os dois assaltos em Gaspar foram registrados quase em sequência, às 18h39 e às 18h43, em comércios separados por cerca de 300 metros.

Assim que os chamados chegaram, as equipes da Radiopatrulha e do Tático começaram as diligências, levantando informações e reunindo elementos que pudessem apontar o responsável. Foi nesse levantamento que apareceu o detalhe que o autor tentou esconder.

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Toalha cobrindo a placa

Segundo a Polícia Militar, ele usou uma toalha para encobrir parcialmente a placa da motocicleta usada nos crimes, numa tentativa de dificultar a identificação. A manobra não bastou. Pelas características repassadas pelas vítimas, pelo cruzamento das informações e por denúncias recebidas, os policiais chegaram ao veículo.

O álibi também não se sustentou. Conforme o apurado, depois de cometer os assaltos o suspeito teria corrido para um culto, onde se sentou ao lado do próprio sogro, numa tentativa de provar que estava na igreja no horário dos crimes. A presença no culto, porém, era posterior às ações, e a checagem da Polícia Militar desmontou a versão.

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O padrão das ações também ajudou a fechar o cerco. O homem entrava nos comércios de capacete e jaqueta preta e, mediante grave ameaça e com uma arma de fogo, anunciava o assalto e levava o dinheiro dos caixas, cerca de R$ 1.500 no total.

Mesmo método

O mesmo método, conforme a corporação, já havia sido empregado em outros dois roubos na quarta-feira (17), em Itajaí, o que torna o suspeito responsável por quatro assaltos em apenas dois dias. A resposta envolveu mais de uma cidade ao mesmo tempo.

Atuaram de forma coordenada as guarnições do Tático de Gaspar, Brusque e Itajaí, as Agências de Inteligência desses municípios e as demais equipes de serviço, num trabalho ininterrupto ao longo de toda a operação.

A linha do tempo é o que dá a dimensão do caso. Pouco depois das 18h40, os dois roubos em Gaspar. Em seguida, a corrida até o culto. Nas horas seguintes, a identificação do autor e da moto. Em menos de três horas de diligências, a prisão em Ilhota. O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais cabíveis.

Segundo o Major Eduardo João Steil, comandante da 2ª Companhia do 18º Batalhão de Polícia Militar, a velocidade da operação foi decisiva.

“A rápida resposta operacional e a integração entre as unidades da Polícia Militar foram fundamentais para o sucesso da ocorrência, demonstrando a eficiência do trabalho policial e o compromisso permanente da Corporação com a preservação da ordem pública e a segurança da população catarinense”, afirmou.

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O caso segue agora com a Polícia Civil, que dá sequência à investigação dos quatro roubos atribuídos ao suspeito nas duas cidades.

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