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“Respeitem a decisão dos pais”, diz deputado que solicitou a escola cívico-militar ao rebater sindicato em SC

Autor da articulação junto ao Governo do Estado, o deputado estadual reagiu à representação do Sinte-SC no Ministério Público e afirmou que a adesão da EEB Nossa Senhora da Conceição partiu da votação de pais, alunos e professores.

“Respeitem a decisão dos pais”, diz deputado que solicitou a escola cívico-militar ao rebater sindicato em SC
Foto: Reprodução
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A disputa em torno da escola cívico-militar da Escola de Educação Básica Nossa Senhora da Conceição, no bairro Roçado, em São José, ganhou um novo capítulo. O deputado estadual Alex Brasil, que articulou junto ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado da Educação a adesão da unidade ao programa, veio a público rebater a representação protocolada pela regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública de Santa Catarina (Sinte-SC) no Ministério Público.

A entidade sindical havia acionado a 4ª Promotoria de Justiça classificando o processo de implantação como antidemocrático e defendendo que o lugar de policiais e militares não é dentro das escolas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado respondeu diretamente a esse argumento e sustentou que a mudança partiu da própria comunidade escolar.

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Essa escola, depois de muito trabalhar nesse sentido, conseguiu ser aprovada para implantação de uma escola cívico-militar. E essa aprovação se dá após uma votação de pais, alunos, professores, docentes, enfim, toda a comunidade envolvida com a escola participa.

Segundo o parlamentar, o desejo de transformar a unidade em cívico-militar já existia entre as famílias e os estudantes há bastante tempo. Ele direcionou a crítica ao sindicato, a quem responsabilizou por judicializar a mudança depois de concluídos os trâmites para a implantação do modelo.

ASSISTA AO VÍDEO

Geralmente é um ou outro professor ali na escola que faz parte do sindicato, e o sindicato, muito revoltado com essa mudança, leva à Justiça, judicializa, envolve o Ministério Público, ao qual eu espero e aguardo que respeite a decisão dos pais e dos alunos.

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Como funciona o modelo

O deputado também procurou esclarecer como funciona o modelo, em resposta à preocupação levantada pela entidade. Ele afirmou que o militar não assume a sala de aula e que os professores seguem responsáveis pelo ensino.

Quando uma escola se transforma em cívico-militar, o militar não vai para a sala de aula, ele não vai dar aula. Os professores continuam em sala de aula. O que acontece é que, com a presença constante dos militares, você coloca mais ordem na escola, coloca mais regramentos, ajuda a diminuir conflitos.

Na avaliação de Alex Brasil, unidades com esse formato tendem a apresentar melhores resultados nas avaliações de desempenho dos alunos, o que ele apontou como argumento a favor da continuidade. O parlamentar afirmou ainda que vai acompanhar de perto o caso e cobrou que o Ministério Público não acolha o pedido do sindicato.

Nós vamos acompanhar de perto. A gente aguarda o posicionamento do Ministério Público, que não acate, mais uma vez, um pequeno grupo minoritário envolvido com o sindicato, que se recusa a aceitar a transformação dessa escola.

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O deputado encerrou a manifestação projetando que a escola se torne referência em aprendizado a partir da virada do semestre. “E lamento, sindicato, mas vocês perderam mais um”, concluiu.

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A representação do Sinte-SC segue na 4ª Promotoria de Justiça, e cabe agora ao Ministério Público de Santa Catarina decidir se abre apuração sobre o processo de adesão. Procurada na ocasião do protocolo, a Secretaria de Estado da Educação informou que não iria se manifestar sobre o assunto. Até o momento, o modelo cívico-militar segue em funcionamento na unidade do Roçado.

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