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Com o El Niño a caminho, bomba de Itajaí promete esvaziar um campo de futebol em três horas

Conforme a TechPump, o equipamento a diesel suga água, lama e até sólidos de quase quatro polegadas sem depender de estrutura extra na tubulação. Prefeituras de Santa Catarina já procuram a empresa diante do alerta de El Niño para o segundo semestre.

Com o El Niño a caminho, bomba de Itajaí promete esvaziar um campo de futebol em três horas
Foto: Reprodução
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O El Niño voltou ao radar de quem vive em Santa Catarina, e com ele a memória das ruas alagadas, dos rios transbordando e do prejuízo que a água deixa para trás. Os principais centros de meteorologia já acionaram o sinal de atenção para a formação do fenômeno no segundo semestre de 2026, justamente o período que costuma castigar o Sul do país com chuva acima da média. É nesse cenário que a TechPump, empresa com matriz em Itajaí, apresentou uma tecnologia que mira um dos maiores inimigos das enchentes: o excesso de água.

A preocupação tem base concreta. Segundo a NOAA, agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos, o Oceano Pacífico já dá sinais de aquecimento e o alerta de El Niño foi acionado, com impactos esperados principalmente a partir da primavera. O Inmet acompanha as atualizações dos centros internacionais e aponta alta probabilidade de o fenômeno se confirmar no segundo semestre. Em anos de El Niño, o Sul do Brasil tende a registrar volumes maiores de chuva, o que reacende o risco de enchentes nas cidades catarinenses.

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À primeira vista, parece apenas mais uma máquina. Mas o equipamento apresentado pela TechPump entrega números que chamam a atenção. De acordo com a empresa, a bomba consegue retirar até 2,2 milhões de litros de água por hora. Para dar a dimensão, Anderson Albino, proprietário da TechPump, compara o volume a esvaziar um campo de futebol coberto por uma lâmina de um metro e meio de água em cerca de três horas.

O grande diferencial, conforme Anderson, não está só na vazão. O equipamento é capaz de bombear sólidos de quase quatro polegadas de diâmetro, o que faz diferença em uma enchente, quando a água arrasta sacolas, lixo e todo tipo de detrito. A bomba também suga areia e material abrasivo, situação comum nos canais que ficam assoreados depois das cheias. “É um equipamento muito robusto e resistente para esse material abrasivo”, afirma o empresário.

O funcionamento, segundo a empresa, dispensa estrutura complexa. A bomba tem acionamento a diesel e escorva automática, ou seja, usa uma bomba de vácuo para gerar sucção e não precisa de nenhum acessório na tubulação para puxar a água. Na prática, conforme Anderson, poucas pessoas conseguem posicionar o equipamento, jogar a tubulação de sucção no ponto alagado e direcionar o recalque para onde a água será descartada.

Outro ponto destacado pela empresa é a cabine acústica. De acordo com Anderson, o equipamento trabalha em torno de 60 decibéis, nível que permite instalar a bomba perto de hospitais ou escolas sem espalhar ruído. “O equipamento está trabalhando e a gente está conversando normalmente aqui do lado”, exemplifica.

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A TechPump atua no mercado de bombeamento com foco em saneamento e mineração. A empresa atende do Rio Grande do Sul até a Bahia, onde mantém uma filial no interior do estado, além da matriz em Itajaí. Conforme Anderson, a companhia já tem contratos com empresas de saneamento em vários estados brasileiros.

Além da venda, a empresa também trabalha com locação e mantém uma frota disponível para esse tipo de demanda. O suporte técnico, segundo Anderson, é feito internamente, com setores de rebobinagem, usinagem e caldeiraria e equipe técnica para dar assistência aos equipamentos.

O carro-chefe da TechPump sempre foi o saneamento e a mineração, mas a empresa passou a olhar para o noticiário sobre o El Niño. A proposta, conforme Anderson, é levar a prefeituras e defesas civis um produto já aprovado em outros setores. “Não para evitar o fenômeno, mas sim para mitigar os impactos que ele pode causar na população”, resume o empresário.

O movimento já começou. De acordo com a empresa, algumas prefeituras catarinenses procuraram a TechPump para conhecer a solução e entender como o equipamento pode ajudar na temporada de chuvas. Entre os contatos recentes, conforme a companhia, está a Prefeitura de Itajaí, interessada em conhecer a bomba e a forma de instalação.

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Diante do alerta para um El Niño mais forte no segundo semestre, a pergunta sobre o quanto as cidades estão preparadas para o volume de água ganha urgência. Para quem quer se antecipar, a TechPump coloca à disposição de prefeituras, defesas civis e empresas o equipamento, a locação e a estrutura de assistência técnica, e atende os interessados em conhecer a solução.

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