Um homem de 28 anos foi detido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite desta quinta-feira (1º) depois de arremessar uma mochila sobre uma parada de ônibus colada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. A suspeita de bomba fechou a Esplanada dos Ministérios e colocou o esquadrão antibombas em ação a poucos metros da sede da mais alta corte do país.
Antes de largar a mochila, o homem teria tentado pular as grades em frente ao Supremo. Sem conseguir entrar, ele lançou o objeto sobre o ponto de ônibus da via S1 e tentou sair dali. O sistema de monitoramento do STF flagrou a movimentação, e o suspeito foi alcançado e detido ainda nas imediações.
Segundo a PMDF, o homem estava “fora das condições normais” quando foi abordado. Informações divulgadas durante a noite indicam ainda que ele teria desacatado seguranças da Corte. A polícia não revelou o nome, de onde ele é nem o que teria motivado a ação.
Com o suspeito preso, a PMDF acionou a Operação Petardo, protocolo usado sempre que há suspeita de bomba, artefato explosivo ou objeto abandonado em local público. Um perímetro de segurança foi montado em volta da parada, e o esquadrão antibombas chegou para examinar a mochila.
O bloqueio começou por duas faixas da Esplanada e, com o avanço da ocorrência, as vias acabaram totalmente interditadas, com os carros desviados. Não houve interdição dentro do prédio do STF, mas quem saía do edifício foi orientado a manter distância da área isolada.
A PMDF tratou o fechamento como medida padrão e disse que não havia indício anterior contra o homem. “Não existe suspeita prévia, mas esse é o procedimento”, afirmou o porta-voz da corporação. Segundo a PM, mochilas que podem guardar algum tipo de explosivo seguem protocolo internacional até a vistoria terminar.
Segundo o STF, nenhum ministro estava no prédio principal da Corte no momento da prisão. É ali que fica o gabinete do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. Os gabinetes dos demais ministros funcionam em outro anexo.
O susto acontece a três dias do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4), e num período de tensão em torno do Supremo. Até a última atualização, nenhuma autoridade tinha ligado o caso ao cenário político ou eleitoral.
A Praça dos Três Poderes já viveu um ataque de verdade. Em novembro de 2024, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, morador de Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí, morreu ao detonar explosivos em frente ao STF. Ele tinha sido candidato a vereador pelo PL na cidade catarinense. Em abril de 2025, a Polícia Federal concluiu que ele agiu sozinho e sem financiamento de terceiros.
Desde então, a segurança no entorno da Corte ficou mais rígida. Em setembro deste ano, a PMDF fez uma varredura contra explosivos dentro e em volta do STF antes de uma sessão extraordinária.
Até a última atualização desta reportagem, o conteúdo da mochila não tinha sido revelado e não havia confirmação de explosivo. A área segue isolada até o fim da vistoria, e novas informações devem ser divulgadas pela PMDF depois da análise do esquadrão antibombas.
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