Um homem foi condenado a 14 anos de prisão por um assassinato brutal dentro de uma loja de bebidas no bairro Ingleses do Rio Vermelho, em Florianópolis.
O crime aconteceu na noite de 8 de julho de 2023, por volta das 23h55, e, segundo o processo, foi motivado por ciúmes. O réu e a vítima teriam se relacionado com a mesma mulher.
Comprou cerveja e atirou nove vezes
De acordo com o Ministério Público, o homem entrou no estabelecimento, comprou uma cerveja, pagou a conta e, em seguida, sacou uma pistola e disparou dez vezes contra o atendente.
O funcionário da loja foi atingido por nove tiros, sendo a maioria na região da cabeça e cervical. Os disparos foram tão violentos que arrancaram boa parte da massa encefálica da vítima, que morreu no local.
Além disso, um cliente que estava na loja também foi atingido por um tiro de raspão no pé.
Assassinato por ciúmes
Durante a investigação, o réu se apresentou à Delegacia de Homicídios (DH) três dias após o crime, no dia 11 de julho, acompanhado de um advogado.
Ao delegado, ele confessou que o crime foi motivado por ciúmes, já que a vítima estava se relacionando com a mesma mulher que ele. A arma usada no crime — uma pistola registrada no nome dele — foi apreendida na delegacia.
Na época, ele respondeu ao processo em liberdade, já que não houve flagrante.
Julgamento e condenação
No julgamento, o Conselho de Sentença aceitou os argumentos do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), representado pelo promotor Jonnathan Augustus Kuhnen, e condenou o réu por:
- Homicídio qualificado por motivo fútil
- Emprego de meio cruel
- Uso de recurso que dificultou a defesa da vítima
Além da pena de 14 anos em regime fechado pelo homicídio, ele também foi condenado a três meses em regime aberto por lesão corporal contra o cliente baleado no pé.
Vai direto para a prisão
O homem não poderá recorrer em liberdade. Isso porque, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do Tema 1.068, as condenações do Tribunal do Júri têm execução imediata, justamente pelo princípio da soberania dos vereditos.















