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“Amem, falem, abracem”: o pedido da mãe de BC 20 dias depois de perder o filho para o câncer

Luís Felipe Benke dos Santos morreu aos 8 anos após dois anos e meio de luta contra um câncer raro; em vídeo, a mãe pede que os pais não poupem abraços

'Amem, falem, abracem': o pedido da mãe de BC 20 dias depois de perder o filho para o câncer
Foto: Reprodução
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A mãe do menino Luís Felipe Benke dos Santos, que morreu aos 8 anos depois de dois anos e meio de luta contra o câncer, gravou um vídeo com um pedido a todos os pais. Giselle Benke, de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, publicou o desabafo nas redes sociais nesta quarta-feira (30), 20 dias depois da morte do filho.

“Então eu só digo: amem, falem, abracem, tudo que vocês puderem, pras pessoas que tão perto”, disse Giselle, emocionada. “Por mais que eu disse muitas vezes pro Luís o quanto eu amava, eu me dediquei meu tempo a ele, mas sempre fica a sensação de que poderia ter sido mais. Que foi pouco. Então, não poupem abraços.”

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Luís Felipe enfrentava o sarcoma de Ewing, um câncer raro e agressivo que atinge principalmente crianças e adolescentes. No tratamento, passou por cirurgia para retirar parte do quadril, quimioterapia e radioterapia.

Giselle Benke gravou o desabafo 20 dias após a morte do filho (Reprodução/Instagram)

Em maio, o menino realizou o sonho de conhecer Portugal e reencontrar a irmã, que mora no país. Lá, descobriu que a doença tinha voltado, com metástases, e ficou internado em Lisboa, em cuidados paliativos. Ele só voltou ao Brasil em junho, num voo com assistência médica, com a ajuda de um empresário de Itapema, como o Jornal Razão mostrou na época.

Luís Felipe Benke dos Santos, de 8 anos, lutou por dois anos e meio contra o sarcoma de Ewing (Reprodução/Redes sociais)

Segundo Giselle, os médicos portugueses acreditavam que talvez ele nem chegasse ao Brasil. “Deus me deu o presente de eu poder ficar com ele mais noventa dias”, contou. A morte de Luís Felipe foi anunciada no dia 11 de setembro pelo perfil Batalha pela Vida, nas redes sociais.

No vídeo, a mãe conta que esteve com o filho até o último momento. “Enquanto meu filho não deu nos meus braços o último suspiro, eu acreditava que Deus poderia curar ele ainda, que ele poderia levantar daquela cama, mas não foi assim”, relatou.

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Giselle diz que agora precisa reaprender a viver. “A gente perde o ânimo, o chão, a gente morre junto, mas vivo”, afirmou. Ela também agradeceu as orações, as mensagens de apoio e a ajuda que a família recebeu nas rifas durante o tratamento. “Tudo que o meu filho queria era o direito de viver. Ele só queria ter saúde e viver até o último minuto.”

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