Na quinta-feira (27), alunos da Escola de Educação Básica Engenheiro Sebastião Toledo dos Santos, conhecida como “Colegião”, em Criciúma, realizaram um protesto contra as condições precárias da instituição. A principal reclamação dos estudantes é o calor excessivo nas salas de aula, agravado pela falta de ventilação adequada.
Os alunos relataram a ausência de cortinas para bloquear a luz solar, ventiladores quebrados e aparelhos de ar-condicionado inoperantes. Além disso, apontaram que a rede elétrica da escola está deteriorada, impossibilitando a instalação de novos equipamentos de climatização. Houve também críticas à desigualdade na infraestrutura, já que, segundo os manifestantes, os setores administrativos possuem ar-condicionado em funcionamento, enquanto as salas de aula não dispõem do mesmo recurso.
Durante o protesto, parte dos estudantes permaneceu do lado de fora da escola, enquanto outros ficaram trancados no interior do prédio. Em meio ao calor intenso, uma aluna passou mal e desmaiou, sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A Polícia Militar esteve presente para monitorar a situação e garantir a segurança.
Os estudantes expressaram indignação com a falta de resposta da gestão escolar às reivindicações, afirmando que a situação precária persiste há três anos sem previsão de solução.
O Jornal Razão entrou em contato coma Secretaria Estadual de Educação de Santa Catarina, questionando sobre essa situação.
Em resposta, foi enviada a seguinte nota:
“A Secretaria de Estado da Educação, por meio da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Criciúma, informa que está acompanhando a situação na EEB Engenheiro Sebastião Toledo dos Santos e que já há processo de reforma elétrica e geral da unidade escolar em andamento”.
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