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Ele passou anos cuidando das famílias de Brusque, agora é seu Marino quem precisa de ajuda para retirar um tumor no cérebro

Marino Belmiro Roos foi atendido como vítima de AVC em agosto; a ressonância mostrou um tumor avançado no cérebro, e o plano de saúde não cobre os R$ 35 mil da equipe médica

Ele passou anos cuidando das famílias de Brusque, agora é seu Marino quem precisa de ajuda para retirar um tumor no cérebro
Foto: Reprodução
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Uma família de Brusque, no Vale do Itajaí, tenta arrecadar R$ 35 mil para pagar a equipe médica que vai operar Marino Belmiro Roos, de 75 anos. Conhecido como seu Marino, o ex-servidor da prefeitura passou anos entrando nas casas da cidade como agente comunitário de saúde e, depois, como motorista do Conselho Tutelar. Hoje enfrenta um tumor avançado no cérebro, descoberto semanas depois de ter sido tratado como vítima de AVC.

A história foi contada ao Jornal Razão pela filha, Luise. Segundo ela, o pai já tinha enfrentado um câncer de esôfago e passou pela retirada em abril de 2025, com acompanhamento em Blumenau. Neste ano, voltou a se sentir mal e, em meados de agosto, o quadro piorou de forma rápida: a fala ficou confusa, ele começou a trocar palavras e perdeu o equilíbrio.

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A família o levou ao Hospital Azambuja, em Brusque, desconfiando de um AVC. Lá, de acordo com Luise, uma tomografia confirmou o diagnóstico. Ele ficou internado por três dias com anticoagulante e recebeu alta para seguir o tratamento em casa, com encaminhamento a um neurologista.

Foi nessa consulta que o caso mudou. O neurologista pediu uma ressonância magnética com contraste, e o exame mostrou que não se tratava de um AVC, mas de um tumor no cérebro já bem avançado. “E aí começou a correria”, resume a filha. Para ela, o hospital não aprofundou a investigação na época para descobrir a causa dos sintomas. O espaço segue aberto ao Hospital Azambuja.

Cirurgia urgente e conta fora do plano

Como seu Marino já era acompanhado em Blumenau por causa do câncer de esôfago, a família procurou a médica que o atendia lá. Ao ver o resultado do exame, ela classificou a cirurgia como urgente e disse que a única forma de ele melhorar é retirar o tumor.

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Quimioterapia e radioterapia chegaram a ser discutidas, mas a indicação é operar primeiro. Segundo Luizy, a radioterapia pode fazer o tumor inchar antes de reduzir, o que poderia piorar ainda mais o estado do pai. O tratamento complementar só deve ser avaliado depois da retirada.

O plano de saúde cobre a cirurgia, mas não os honorários da equipe médica, que somam R$ 35 mil. A médica já liberou o pedido para o hospital, e a família aguarda o retorno sobre o que o plano vai cobrir e se haverá outras despesas.

Luise conta que a família não chegou a tentar o SUS. A própria médica recomendou esta equipe para o procedimento, que ela descreve como extremamente delicado.

Do Rio Grande do Sul para as casas de Brusque

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Seu Marino é gaúcho e se mudou com a família para Brusque em 2003. Desde então, trabalhou como servidor da prefeitura. Começou por um curto período como auxiliar em uma escola e depois virou agente comunitário de saúde no bairro Limeira, onde ficou conhecido pelas visitas às famílias. Presbítero da igreja, também costumava orar com os moradores que atendia.

Ao deixar a função, passou a dirigir para o Conselho Tutelar, onde ficou por muitos anos, percorrendo casas de Brusque e da região em atendimentos ligados à proteção de crianças.

A doença mudou a rotina de um homem que, segundo a filha, sempre resolveu tudo sozinho e dirigia até pouco tempo atrás. No início, a família chegou a imaginar que a perda de equilíbrio fosse sinal de Alzheimer, doença que a mãe dele teve. Em pouco tempo, ele ficou tão debilitado que não consegue mais se levantar.

Como ajudar

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A família abriu a vaquinha “Ajude o seu Marino” na semana passada. A campanha é aberta, e qualquer pessoa pode acompanhar as contribuições. Para quem prefere não acessar o link, também há uma chave PIX em nome do próprio Marino, sem valor mínimo.

“O que puderem ajudar, e quem não puder ajudar financeiramente, pode compartilhar, porque compartilhar também nos ajuda”, diz Luise.

Ela faz um apelo direto a quem conhece a trajetória do pai. “Meu pai ajudou muito a comunidade da nossa cidade, de todas as formas”, afirma. Segundo a filha, a família já tentou contato com pessoas conhecidas, mas ainda não teve retorno positivo, e a divulgação pode fazer a história chegar a quem consiga ajudar nesta luta contra o tempo.

PIX: 17511232000
Favorecido: Marino Belmiro Roos
Vaquinha: https://www.vakinha.com.br/6356095
Contato: (47) 98479-4075, com Marco Lang

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/saude/ele-passou-anos-cuidando-das-familias-de-brusque-agora-e-seu-marino-quem-precisa-de-ajuda-para-retirar-um-tumor-no-cerebro

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