Quinto colocado na disputa pela Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) disse que “caiu de pé” e deixou para depois a decisão sobre quem vai apoiar no segundo turno, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em entrevista coletiva na Praça Cívica, em Goiânia, na noite deste domingo (4), depois da apuração.
Segundo Caiado, a definição só sai depois de uma conversa com Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. “Eu, neste momento, vocês sabem, eu vou guardar a minha coerência, mas jamais vou me pronunciar sem antes também estar reunido com o presidente do meu partido, Kassab”, disse. Ele agradeceu ao dirigente por ter bancado a candidatura dele à Presidência.
Na mesma noite, Kassab divulgou nota liberando o partido no segundo turno. Segundo o presidente do PSD, cada diretório estadual, parlamentar, liderança, filiado e militante terá liberdade para definir o apoio na eleição presidencial.
Caiado, que teve mais de 2,6 milhões de votos, também reclamou do rumo da campanha. “Infelizmente, foi uma campanha totalmente atípica, aonde não teve debate. Nunca assisti nada igual no cenário nacional. Tantas ingerências indevidas, tantas discussões que não tinham nada a ver com o cenário político nacional, que desviaram o foco do debate”, afirmou.

Ao fim da fala, o ex-governador resumiu o resultado. “Homem que chego agora à minha décima primeira candidatura: não venci, mas caí de pé”, disse. Caiado estava acompanhado do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e da senadora eleita Gracinha Caiado.
Lula e Flávio Bolsonaro disputam o segundo turno no dia 25 de outubro.
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