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Daniel Freitas diz que empresas de tecnologia de SC competem “de igual pra igual” e cita nanossatélites de Florianópolis

Deputado federal do PL e candidato à reeleição disse ao Estúdio JR ser autor das “três principais leis da tecnologia” e “idealizador” da Constelação Catarina; ele assina as três propostas com outros deputados, e a UFSC atribui a concepção do projeto ao SpaceLab e ao SENAI

Daniel Freitas diz que empresas de tecnologia de SC competem “de igual pra igual” e cita nanossatélites de Florianópolis
Foto: Reprodução
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O deputado federal Daniel Freitas (PL-SC) disse que as empresas de tecnologia de Santa Catarina “competem de igual pra igual com empresas mundiais”. A fala foi na quinta-feira (1º), em entrevista ao Estúdio JR, do Jornal Razão, ao apresentador Kaiann Barentin. Candidato à reeleição, o parlamentar de Criciúma respondia se o estado tem condições de ser um grande polo tecnológico e citou leis que assinou e o projeto de nanossatélites desenvolvido em Florianópolis.

“Eu sou autor das três principais leis da tecnologia, a nova lei da informática, a PEC 10 e o Padis”, afirmou. Pelos registros da Câmara dos Deputados, ele é um dos autores das três propostas, todas assinadas com outros parlamentares.

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O projeto que virou a nova Lei de Informática, de dezembro de 2019, teve quatro autores. A PEC 10, de 2021, teve três proponentes e foi promulgada em maio de 2022 como Emenda Constitucional 121, que restabeleceu benefícios tributários a empresas de tecnologia. A lei de janeiro de 2022 que prorrogou os incentivos do Padis teve dez autores. O Padis, programa de apoio à indústria de semicondutores, existe desde 2007, antes do primeiro mandato do deputado.

Daniel Freitas também se apresentou como criador de um projeto espacial catarinense. “Sou também o idealizador do projeto Constelação Catarina, onde estão sendo desenvolvidos nanossatélites aqui na cidade de Florianópolis, que vão à órbita pra ajudar na nossa questão meteorológica, na agricultura 4.0”, disse.

A Constelação Catarina foi criada por portaria da Agência Espacial Brasileira (AEB) em maio de 2021. Segundo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a missão foi concebida e desenvolvida pelo SpaceLab, da própria universidade, e pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados. A UFSC cita R$ 6,4 milhões em emendas da bancada catarinense, articuladas pelo deputado, no financiamento do projeto.

O plano divulgado em 2021 previa 13 nanossatélites, voltados a meteorologia, defesa civil e agricultura. O JR não localizou registro de lançamento de nenhum deles até agora. O Catarina-A2, desenvolvido pelo SENAI, foi aprovado para voo em março de 2026.

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O deputado encerrou a resposta com a comparação internacional. “E assim tá acontecendo. As nossas empresas hoje competem de igual pra igual com empresas mundiais”, afirmou. A comparação é avaliação dele.

O Observatório ACATE 2026, da Associação Catarinense de Tecnologia, registra 34,2 mil empresas do setor e 102,2 mil empregos formais em Santa Catarina em 2025. O faturamento foi de R$ 47,9 bilhões, o equivalente a 8% do PIB do estado. Esses números não medem exportação nem competição internacional.

Daniel Freitas tem 44 anos e é deputado federal desde 2019. Ele concorre ao terceiro mandato pelo PL, com registro deferido pela Justiça Eleitoral. A eleição é no domingo (4).

© Jornal Razão. Reprodução permitida com crédito e link para a matéria original: jornalrazao.com/politica/daniel-freitas-tecnologia-sc-nanossatelites-florianopolis

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