Fabrício Melo Tejito, de 39 anos, foi executado a tiros na manhã desta segunda-feira (1º) no bairro Aririú da Formiga, em Palhoça, na Grande Florianópolis. O crime aconteceu na frente da esposa grávida da vítima, quando o casal saía de casa para trabalhar.
Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, a esposa relatou que, ao se dirigirem à garagem, perceberam um veículo de cor preta estacionado ao lado do carro da família — fato que causou estranheza imediata, já que o casal havia se mudado para o local há apenas duas semanas.
Havia três homens dentro do veículo. Dois deles desembarcaram, se identificaram como policiais e, em seguida, efetuaram disparos de arma de fogo contra Fabrício. Segundo o relato da esposa à PMSC, ambos os atiradores estavam vestidos de preto, usavam coletes balísticos e balaclavas, além de estarem armados.
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O Samu foi acionado e constatou o óbito no local. Próximo ao corpo, foram encontradas 22 cápsulas deflagradas de calibre 9mm e .380, além de estilhaços.
Fabrício possuía condenação por tráfico de drogas no Rio Grande do Sul e cumpria pena com uso de tornozeleira eletrônica. Conforme registros do Superior Tribunal de Justiça, ele respondia a recurso especial na Quinta Turma do STJ, com origem na Vara Criminal do Foro Central de Porto Alegre. A esposa informou à polícia que o envolvimento dele com o tráfico teria ocorrido há cerca de cinco anos.
No mês passado, segundo a esposa, Fabrício já havia sobrevivido a uma tentativa de homicídio ao sair de casa para trabalhar em Porto Alegre. Após o episódio, o casal decidiu se mudar para Santa Catarina, passando a residir no bairro Aririú da Formiga há aproximadamente duas semanas. Questionada sobre a possibilidade de identificar alguém da região com envolvimento no crime, ela disse que não, pois haviam chegado ao local recentemente.
Câmeras de segurança de vizinhos registraram o momento da execução e os veículos utilizados. Conforme a PMSC, o carro usado na ação foi um Chevrolet Onix preto, encontrado abandonado em uma rua paralela à do crime. Imagens de outros pontos de monitoramento mostram que os autores fugiram em um Peugeot 207 SW após abandonar o Onix.
Uma irmã de Fabrício compareceu ao local e informou que não sabia que o irmão estava morando em Santa Catarina e que desconhecia qualquer situação que pudesse ter motivado o crime.
O Chevrolet Onix foi periciado pela Polícia Científica no local e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Palhoça. A Polícia Civil e a Polícia Científica atenderam a ocorrência.
Segundo informações apuradas, quatro suspeitos foram interceptados por uma força-tarefa policial na região de Torres, na BR-101, quando tentavam fugir. Todos foram presos em flagrante e autuados por homicídio qualificado.























