Uma derrota em concurso público quase se transformou em tragédia no mundo real. Na manhã desta quinta-feira (20), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio de sua divisão especializada em crimes cibernéticos (CyberGAECO), deflagrou a Operação Aracne.
A ação deu cumprimento a um mandado de busca e apreensão na cidade de Goiânia (GO). A medida, expedida pela Vara Criminal da Comarca de Joaçaba (SC), contou com o suporte do GAECO do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e apoio à 4ª Promotoria de Justiça local.
Ameaças miravam servidora de cartório
As investigações apontam que o suspeito, morador da capital goiana, usou o ambiente virtual para planejar atos extremados de violência, incluindo homicídio e violência sexual, contra uma servidora de um cartório extrajudicial residente na região de Joaçaba.
O investigado nutria profunda insatisfação com o resultado do concurso público para serventias extrajudiciais de Santa Catarina.
Em sua narrativa de frustração, o homem imputava à servidora a responsabilidade pelo seu desempenho insatisfatório no certame.
Provas do crime
Graças ao trabalho do CyberGAECO, a identidade do autor das ameaças na rede foi revelada. As diligências realizadas em Goiânia têm como objetivo central: apreender dispositivos eletrônicos e equipamentos de informática; preservar provas digitais essenciais para o inquérito e por fim, aprofundar o esclarecimento sobre a dimensão e a viabilidade dos planos criminosos.
O nome Aracne faz referência direta à mitologia grega, na qual a personagem desafia a deusa Atena em um concurso de tecelagem e acaba punida por conta do episódio de rivalidade e suposta injustiça em uma competição. A metáfora se encaixa com precisão à linha investigativa do caso, tecida em torno do inconformismo com uma disputa pública.















