A prisão de Felipe Linares de Oliveira Dell Aquila nos Estados Unidos trouxe à tona um histórico que inclui uma passagem por Santa Catarina. Apontado pelas autoridades norte-americanas como ex-chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV), ele já havia sido preso em Balneário Camboriú durante uma operação da Polícia Civil catarinense realizada em 2011.
A captura mais recente ocorreu na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, durante uma ação da Polícia Migratória norte-americana. Segundo o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE), Felipe possuía um mandado de captura internacional expedido pela Interpol a pedido do Brasil, por acusações de associação criminosa e extorsão.
De acordo com o órgão norte-americano, ele tentava fugir de carro em direção ao México quando foi localizado na cidade de Mooresville. Durante a perseguição, sofreu um acidente de trânsito e tentou escapar a pé, mas acabou detido pelos agentes.
Ainda segundo o ICE, durante a abordagem foram encontrados celulares, computadores portáteis, dinheiro em espécie e uma pistola calibre 9 milímetros no veículo utilizado pelo suspeito. As autoridades também informaram que a esposa dele relatou ter sido mantida em cárcere privado.
Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que Felipe possui dois mandados de prisão em aberto expedidos pela 3ª Vara Criminal Central de São Paulo. Um deles foi emitido em 2019 pelo crime de coação no curso do processo. O outro, expedido em 2024, refere-se ao crime de extorsão agravada.
Pela condenação por extorsão agravada, ele recebeu pena de nove anos e sete meses de prisão em regime fechado em primeira instância.
Em Santa Catarina, Felipe foi preso durante a Operação After, deflagrada pela Polícia Civil em Balneário Camboriú. Na ocasião, ele era investigado por suspeita de envolvimento em crimes de estelionato, tráfico de drogas, associação para o tráfico, receptação e dano.
As investigações da época tinham como alvo uma quadrilha suspeita de aplicar golpes com cartões clonados. Além das fraudes, a apuração também envolvia suspeitas de receptação e tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil, integrantes do grupo utilizavam uma residência alugada na região central de Balneário Camboriú como ponto de encontro. O imóvel era apontado como local de festas particulares onde haveria consumo e comercialização de entorpecentes.
Ao final da Operação After, oito pessoas foram presas.
O caso também ocorre em meio à divergência entre Brasil e Estados Unidos sobre a classificação das facções criminosas. Em maio deste ano, o governo norte-americano passou a considerar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O governo brasileiro, no entanto, rejeitou pedido para adotar a mesma classificação. Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, as facções não se enquadram nos critérios previstos pela legislação brasileira.
A Lei Antiterrorismo em vigor no país define como terrorismo atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, praticados com o objetivo de provocar terror social ou generalizado.
Fonte: MENINA FM



























