Uma investigação sobre a entrada clandestina de dispositivos eletrônicos em uma unidade prisional de Florianópolis resultou, nesta quinta-feira (21), na deflagração da Operação Smart, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), com apoio da Polícia Penal e da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI).
A operação apura a atuação de um suspeito apontado como responsável por facilitar o ingresso de aparelhos eletrônicos proibidos na Unidade de Detenção Provisória (UDP), anexa ao Complexo Penitenciário da Agronômica, na Capital catarinense.
Por determinação da Vara Estadual das Organizações Criminosas, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e uma medida de afastamento de sigilo bancário. Durante o cumprimento das ordens judiciais, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de aproximadamente 2,8 quilos de maconha.
Além da droga, os agentes apreenderam balanças de precisão, materiais utilizados para embalar entorpecentes e aparelhos celulares, que passarão por análise pericial.
Smartwatch foi ponto de partida da investigação
As apurações tiveram início após uma fiscalização de rotina realizada pela Polícia Penal na Penitenciária de Florianópolis. Durante o procedimento, os agentes encontraram um smartwatch equipado com chip telefônico e carregador, que estaria na posse de um integrante de organização criminosa.
Segundo os investigadores, os itens estavam ocultos de forma estratégica para tentar driblar os sistemas de revista da unidade prisional. A descoberta levantou suspeitas sobre a existência de um esquema estruturado para introduzir equipamentos eletrônicos proibidos dentro do presídio.
A partir da apreensão, o Ministério Público aprofundou as investigações e identificou indícios da participação de um suspeito na logística de entrada desses dispositivos.
Material será periciado
Todos os equipamentos e objetos recolhidos durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica, responsável por realizar exames técnicos e a extração de dados dos aparelhos apreendidos. O conteúdo obtido poderá auxiliar no avanço das investigações.
A operação contou ainda com o apoio da Corregedoria da Polícia Penal e de agentes de inteligência da corporação, que auxiliaram as equipes responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais.
Investigação segue em sigilo
O procedimento é conduzido pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, especializada no combate às organizações criminosas em todo o território catarinense. O órgão atua em investigações relacionadas a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
De acordo com o Ministério Público, o caso segue sob sigilo judicial e novas informações poderão ser divulgadas somente após a liberação dos autos.
Por que “Operação Smart”?
O nome da operação faz referência ao uso de tecnologia e à inteligência empregada por organizações criminosas para tentar manter comunicação e articulações dentro do sistema prisional por meio de dispositivos eletrônicos proibidos.






















