Amarrado pelos pés e pelas mãos, no chão de um barraco abandonado da Comunidade Chico Mendes, um homem esperava a própria morte. Ele sabia que os criminosos tinham saído dali para buscar uma resposta simples: se a execução estava autorizada ou não. Quem chegou primeiro foi a Polícia Militar.
Denúncia e localização
A ocorrência começou na manhã desta quarta-feira (5), quando a equipe do Tático do 22º Batalhão de Polícia Militar recebeu uma denúncia de que criminosos ligados à organização criminosa PGC estariam carregando uma vítima amarrada, sob ameaça de armas de fogo, pelas ruas da comunidade, no bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis.
Os policiais responderam de imediato ao chamado e iniciaram o patrulhamento pela área indicada. Foi durante essa varredura que a guarnição localizou o homem no interior de um barraco abandonado, imobilizado pelos pés e pelas mãos, sem conseguir se soltar sozinho.
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Dívida com o tráfico
Em conversa com os policiais, a vítima contou que estava ali aguardando o retorno dos criminosos com a ordem de sua execução. Segundo o relato, o motivo era uma dívida contraída em razão do consumo de drogas dentro da própria comunidade.
Quando a guarnição chegou ao barraco, os envolvidos já não estavam no local. A dinâmica descrita pela vítima indica que o grupo havia deixado o ponto onde ela estava mantida presa justamente para confirmar a decisão sobre o destino dela, prática que se repete em áreas dominadas por facções em Santa Catarina.
O PGC, sigla de Primeiro Grupo Catarinense, é apontado pelas forças de segurança como a principal organização criminosa com atuação no estado, com forte presença em comunidades da Grande Florianópolis, onde impõe regras próprias sobre moradores e usuários de drogas.
Ação do Tático
A intervenção rápida do Tático interrompeu a sequência antes que ela chegasse ao fim. Na avaliação da corporação, foi a pronta resposta ao chamado que salvou uma vida e frustrou mais uma ação orquestrada pela facção local.
Até o momento, não há informação sobre a identificação ou a prisão dos criminosos que mantinham o homem amarrado. O caso segue em apuração pelas forças de segurança.















