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PMSC neutraliza homem com medida protetiva por tentar matar mulher em Florianópolis

Homem com histórico de violência doméstica, medida protetiva e diversas passagens policiais morre após investir com faca contra guarnição do Tático na Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis

PMSC neutraliza homem com medida protetiva por tentar matar mulher em Florianópolis
Foto: Reprodução
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Uma ocorrência de violência doméstica terminou com um homem morto em confronto com a Polícia Militar na noite de 28 de fevereiro, na Servidão Idalicio Manoel da Silva, no bairro Cachoeira do Bom Jesus, em Florianópolis. A ação mobilizou equipes do Tático do 21º Batalhão da Polícia Militar de Santa Catarina.

Capa do vídeo do YouTube

Segundo a corporação, as guarnições foram acionadas para atender uma briga generalizada entre familiares. No local, Leandro Francisco da Silva, natural de Florianópolis, estaria alterado e fugiu para uma área de mata ao perceber a presença policial. Ele foi localizado em uma servidão próxima, onde invadiu uma residência.

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Conforme o relato oficial, ao tentar realizar a abordagem, um policial que entrou no terreno e foi surpreendidos quando o homem investiu contra a guarnição com uma faca. Diante da agressão considerada iminente, foram efetuaram disparos para conter o ataque. Ele morreu no local.

Histórico de violência e denúncias

O nome do homem já constava em diversos registros policiais, entre eles tráfico, ameaça, lesão corporal, injúria, perseguição, dano, furto, desobediência, desacato, invasão de propriedade e três ocorrências por violência doméstica. Em 2023, ele também respondeu por crime previsto no artigo 215 do Código Penal – ou seja, crime sexual.

Em um dos episódios mais graves, em 2018, então companheira relatou à polícia que foi espancada com socos e chutes na frente dos filhos. À época, ele estava alterado após usar crack, maconha e cocaína. A vítima contou que ele a agrediu repetidamente dentro de casa, quebrou objetos e ainda ameaçou matá-la. A mulher afirmou que sofreu lesões, que ele já havia sido violento em outras ocasiões e que temia pela própria vida.

No pedido formal de proteção, a mulher solicitou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha, requerendo o afastamento imediato do agressor do lar e fixação de distância mínima. A medida protetiva estava ativa desde então.

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Há ainda registro de 2022 em que uma vizinha denunciou que ele rondava a casa dela e, ao ser flagrado olhando pela janela do quarto, teria praticado ato obsceno. O caso foi comunicado às autoridades.

Processo contra o Estado

O mesmo homem também já havia acionado a Justiça contra o Estado de Santa Catarina após uma prisão ocorrida em 2018, também relacionada a um contexto de violência doméstica. Na ação, ele alegou que teria sofrido “abuso” durante a abordagem policial e pediu indenização por danos morais e materiais, pois estava com o braço quebrado e foi algemado.

Na sentença, a magistrada destacou que o boletim de ocorrência registrava que ele estava alterado, havia agredido a esposa com socos e chutes na frente dos filhos e a ameaçado de morte, o que justificou a intervenção policial. A Justiça entendeu que não houve comprovação de excesso por parte dos agentes e julgou o pedido improcedente.

A ocorrência deve seguir os trâmites legais de apuração. A Polícia Militar destacou que nenhum policial ficou ferido na ação.

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