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“Devendo e luxando”: mulher é presa após fazer botox e tentar sair sem pagar em SC

Há ainda relato de uma loja de cosméticos onde a mulher teria se apresentado com nome profissional falso

“Devendo e luxando”: mulher é presa após fazer botox e tentar sair sem pagar em SC
Foto: Reprodução
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Finalmente presa após uma sequência de golpes que se arrastava há anos, uma mulher investigada por estelionato foi detida em flagrante em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. A prisão ocorreu no bairro Urussanguinha, após mais um episódio envolvendo tentativa de sair de um centro estético sem pagar por procedimentos realizados.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Militar de Santa Catarina e Polícia Civil, a guarnição foi acionada pela Central de Emergência depois que funcionárias do estabelecimento impediram a saída da cliente ao constatarem irregularidades no pagamento. No local, foi apurado que a mulher realizou procedimentos estéticos, como preenchimento labial e outros tratamentos, que totalizaram R$ 3.600.

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De acordo com o relato das responsáveis pelo centro estético, apenas parte do valor foi quitada via Pix. O restante teria sido apresentado por meio de um comprovante gerado a partir de um link de pagamento no cartão de crédito. No entanto, o documento exibido constava como “pendente de aprovação”. Conforme a ocorrência, a informação teria sido suprimida no comprovante apresentado, com indícios de adulteração, para simular a conclusão da transação.

Ao perceberem que o valor não havia sido creditado, as vítimas impediram a saída da mulher e acionaram a Polícia Militar, que realizou a condução até a Central de Plantão Policial de Araranguá. A suspeita foi levada sem o uso de algemas.

Após análise dos fatos e coleta dos depoimentos, a Polícia Civil de Santa Catarina ratificou o flagrante por estelionato. Conforme a autoridade policial, ficaram caracterizados indícios de autoria e materialidade do crime, já que a investigada teria tentado induzir as vítimas ao erro por meio da apresentação de comprovante falso.

Velha conhecida do comércio local

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A prisão teve forte repercussão nas redes sociais e entre comerciantes da cidade e da região. Comentários publicados em páginas de notícias e perfis locais apontam que a mulher já seria velha conhecida do comércio de Araranguá e municípios vizinhos, com relatos semelhantes envolvendo lojas de roupas, cosméticos e estabelecimentos no camelódromo.

Conforme registros policiais e relatos das vítimas, há mais de 20 boletins de ocorrência relacionados a casos semelhantes atribuídos à mesma investigada. Em um dos episódios, uma comerciante relatou prejuízo de R$ 870 após uma compra paga com Pix que nunca foi creditado. Em outra ocorrência, uma loja de roupas registrou compra de R$ 570 com apresentação de comprovante que não entrou na conta da empresa.

Há ainda relato de uma loja de cosméticos onde a mulher teria se apresentado com nome profissional falso, evitado ser fotografada e fornecido número de telefone incorreto. Segundo o boletim, após insistir que o pagamento “cairia em instantes”, ela deixou o local rapidamente sem concluir a transação. Em um dos casos, parte dos produtos chegou a ser devolvida dias depois, após identificação da suspeita por conhecidos da cidade.

Nos comentários publicados nas redes sociais, comerciantes e moradores relatam experiências semelhantes, afirmando que já haviam registrado ocorrências, participado de audiências e enfrentado prejuízos financeiros. Algumas vítimas afirmam que aguardavam há meses uma resposta mais efetiva das autoridades.

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Audiência de custódia e próximos passos

Após a prisão em flagrante, a mulher foi apresentada em audiência de custódia. O Auto de Prisão em Flagrante foi homologado pelo Poder Judiciário. Ela permanece presa, com a liberdade condicionada ao pagamento de fiança, conforme decisão judicial.

O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A Polícia Civil informou que seguirá com a apuração para verificar a possível conexão entre os diversos boletins de ocorrência registrados e eventuais novas vítimas.

A investigação busca agora reunir todos os relatos formais, documentos e registros para esclarecer a extensão dos prejuízos e a eventual prática reiterada do crime de estelionato.

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