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Motorista bêbado prensa gari contra caminhão da coleta, mata o trabalhador e deixa a cadeia por R$ 16,2 mil em SC

Autuado por homicídio culposo, ele foi solto pela Vara de Garantias mediante fiança de dez salários-mínimos. Foto: PMSC / Redes Sociais

Motorista bêbado prensa gari contra caminhão da coleta, mata o trabalhador e deixa a cadeia por R$ 16,2 mil em SC
Foto: Reprodução
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A madrugada mal tinha começado na Rua Vitória, no Centro de Içara, quando o barulho da coleta de lixo foi rasgado pelo estrondo de uma caminhonete batendo na traseira do caminhão. Eram por volta de 1h20 quando Abdul Manaf Inush, coletor ganês de 26 anos, foi atingido enquanto recolhia os resíduos que se acumulavam na rua. Os ferimentos foram gravíssimos, e o jovem não resistiu.

A caminhonete era conduzida por um empresário de 45 anos, identificado pelas iniciais P.H.C. Segundo a investigação, o veículo colidiu na traseira do caminhão de coleta e acabou prensando o trabalhador que fazia o serviço na via.

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Ao chegar ao local, a Polícia Militar constatou que o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez. Diante dos policiais, o próprio empresário admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção.

Preso em flagrante, porém liberado após a fiança

Preso em flagrante ainda na sexta-feira (3), o motorista foi autuado por dois crimes. De acordo com o delegado Rafael Lasco, responsável pela investigação, o empresário responde por embriaguez ao volante e homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar.

O caso, porém, tomou um rumo que revoltou quem acompanhava. Levado à audiência de custódia, o motorista teve a liberdade provisória autorizada pela Vara de Garantias da comarca de Criciúma. O alvará de soltura foi condicionado ao pagamento de fiança fixada em dez salários-mínimos, o equivalente a R$ 16,2 mil no valor atual.

Enquanto o empresário aguarda a liberação, a morte de Abdul provocou forte comoção entre colegas de trabalho, familiares e moradores de Içara. A cena de um jovem que atravessou o Atlântico em busca de trabalho e morreu prensado durante o expediente pesou sobre a cidade.

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A Racli, empresa onde o coletor atuava, lamentou publicamente o falecimento do colaborador e manifestou solidariedade a familiares, amigos e colegas de trabalho.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do atropelamento e reunir os elementos que vão embasar a fase seguinte do processo.

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