Um menino de dois anos está há sete dias internado em uma UTI de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, com o crânio fraturado, lesão cerebral e sinais de espancamento por todo o corpo. A gravidade do caso contrasta com a pouca repercussão que ele teve até agora, algo que passou a ser questionado nas redes sociais. O Jornal Razão já havia mostrado a história nos últimos dias.
Quem levantou o ponto foi a jornalista Greice Sauer. Ela lembrou da repercussão e do clamor por justiça em torno do caso do cão Orelha, que mobilizou Santa Catarina, e comparou com o que vê agora. “Não estou vendo repercussão nenhuma, nenhum pedido por respostas”, afirmou, ao chamar atenção para o silêncio diante de uma criança espancada e em estado grave.
O menino é de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí. Segundo a versão apresentada pela família, ele teria sofrido uma queda acidental durante o banho, na noite da última quinta-feira, em uma aldeia indígena. Foi o relato dado no primeiro atendimento, em um hospital de Ibirama, e foi o relato que não convenceu nem a equipe de saúde nem a polícia.
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Sinais que contam outra história
O que os médicos encontraram não combinava com uma queda. Havia fratura no crânio, lesão cerebral, hematomas nas costas, no rosto e em outras partes do corpo, além de comprometimento da função hepática e suspeita de desnutrição. À avaliação, a criança respondia apenas a estímulos dolorosos.
Em Ibirama, a equipe de enfermagem constatou os hematomas espalhados pelo corpo e acionou a polícia, abrindo o primeiro registro do caso. Diante do agravamento, o menino foi transferido para um hospital de Blumenau e, na sequência, para a UTI Pediátrica do Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul, por necessidade de vaga.
Quadro grave e exames alterados
Em Jaraguá do Sul, ao ser constatado que a criança estava não responsiva, ela foi encaminhada para tomografia. Após o exame, apresentou crises convulsivas e taquicardia, precisando ser intubada. O laudo neurológico apontou estado gravíssimo, sem possibilidade de cirurgia, e registrou que parte das lesões cerebrais aparentava ser antiga. Os exames de fígado vieram muito acima do normal, com TGO em 350,9, para uma referência inferior a 40, e TGP em 717, para um parâmetro normal abaixo de 41.
Em nota, o Hospital Jaraguá informou que o menino deu entrada na madrugada de sábado (13), às 3h16, e que, nas últimas horas, apresentou melhoras no quadro clínico, embora siga sob cuidados intensivos e assistência de alta complexidade.
Sete dias depois, sigilo e nenhuma resposta
Quando a jornalista cobrou repercussão, eram cinco dias. Nesta quinta-feira, já são sete. A Polícia Civil decretou sigilo na investigação, e até agora não há informação sobre responsabilização. A versão da família aponta a suspeita para uma babá contratada havia poucos dias, conhecida apenas por um apelido e ainda não localizada.
Até a última atualização, o menino permanecia internado. O caso corre sob sigilo, e a polícia apura quem causou os ferimentos e em que circunstâncias.
























