Um grupo de praticantes de religiões de matriz africana realizou uma manifestação em frente a um terreiro no Norte da Ilha, em Florianópolis (SC), na noite desta quarta-feira (11), após a repercussão de vídeos que mostram agressões na Praia dos Ingleses.
O protesto ocorreu diante do Ile Africano Magia das Águas e foi motivado pelo episódio anterior, em que um jovem, apontado como ex filho de santo, aparece sendo agredido na areia. As imagens circularam nas redes sociais e provocaram notas públicas de repúdio de diferentes casas religiosas.
Durante a manifestação, participantes afirmaram que o ato foi pacífico e acompanhado pela polícia. “Estamos aqui hoje em protesto, em manifestação contra as agressões físicas, morais, éticas e psicológicas do Ile Magia das Águas”, declarou um dos organizadores em vídeo divulgado nas redes.
Ele também afirmou que o grupo não foi ao local para confronto. “Não fomos lá para bater em ninguém, nem para difamar o nome da mãe de santo. Fomos pedir uma satisfação, um pronunciamento sobre o ocorrido”, disse.
Segundo os manifestantes, ninguém teria se apresentado para dialogar. “Ninguém apareceu. A mãe de santo não nos deu explicação”, afirmou o organizador. Ele ainda alegou que houve “deboche” e “ameaças” por parte do esposo da líder religiosa, versão que não foi confirmada pela outra parte.
Em meio aos gritos, manifestantes repetiram frases como “Xangô pra todos” e “não representa a nossa umbanda”, destacando que, na visão deles, as agressões registradas na praia não condizem com os princípios da religião. “Nossa religião é resiliência. Isso não representa o nosso axé”, declarou.
O Jornal Razão tenta contato com a direção do terreiro citado para que se manifeste sobre as acusações.
























