A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta sexta-feira (22) o inquérito que investigava uma tentativa de homicídio registrada em Xaxim, no Oeste Catarinense. Dois homens, de 20 e 25 anos, foram indiciados por tentativa de homicídio duplamente qualificado após uma emboscada a tiros que deixou a vítima gravemente ferida.
O ataque aconteceu na noite de 29 de novembro de 2025, na Rua Beija-Flor, no Bairro Flor. Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia da Comarca de Xaxim, a vítima, um homem de 25 anos, estava em frente à própria residência quando foi surpreendida por dois suspeitos que chegaram em uma motocicleta.
De acordo com a Polícia Civil, o passageiro da moto efetuou uma sequência de disparos enquanto o condutor permaneceu no veículo para garantir a fuga logo após o atentado. Ao todo, entre 12 e 14 tiros foram disparados contra o homem, que foi atingido na cabeça, tórax, braço e perna.
Mesmo gravemente ferido, a vítima ainda conseguiu se arrastar em busca de abrigo na parte inferior da residência. Pouco depois, foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada em estado grave ao Hospital São Paulo, em Xanxerê.
Vítima passou por cirurgias
A gravidade dos ferimentos exigiu diversas cirurgias, incluindo procedimentos de emergência e transfusão sanguínea. Conforme os laudos médicos, uma fratura no fêmur esquerdo deixou a vítima incapacitada para atividades habituais por mais de 30 dias, além da possibilidade de sequelas permanentes.
Durante os trabalhos periciais, a Polícia Científica encontrou oito cápsulas deflagradas de calibre .380 Auto em frente ao imóvel, além de projéteis e marcas de tiros na residência. O exame balístico confirmou que todos os vestígios foram disparados pela mesma arma de fogo.
As investigações apontam que o atentado teria sido motivado por uma disputa territorial entre facções criminosas rivais que atuam no município. Para a Polícia Civil, essa circunstância configura motivo torpe. Já a segunda qualificadora decorre da forma como o crime foi executado: os suspeitos agiram de surpresa, durante a noite e utilizando capacetes para dificultar a identificação, reduzindo as chances de reação da vítima.
Os dois investigados já se encontram presos por outros crimes. Eles foram interrogados por videoconferência em março deste ano, mas optaram por permanecer em silêncio, exercendo um direito garantido pela Constituição.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, responsáveis pelos próximos passos da ação penal.
























