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Governador cobra “resposta à altura” e caçada aos criminosos que incendiaram viaturas em SC: um já foi preso

Jorginho Mello determinou ao comando da PMSC o envio de reforços de outras regiões após o incêndio que destruiu quatro veículos oficiais em Araquari; um dos três suspeitos foi preso e as buscas continuam.

Governador cobra “resposta à altura” e caçada aos criminosos que incendiaram viaturas em SC: um já foi preso
Foto: Reprodução
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O recado saiu direto do governador: quem colocou fogo nas viaturas da Segurança Pública de Araquari vai ter resposta à altura. Horas depois do ataque que destruiu quatro veículos oficiais na madrugada desta quarta-feira (8), Jorginho Mello determinou publicamente ao comando da Polícia Militar de Santa Catarina o envio de reforços de outras regiões do estado e a realização de uma operação de grande porte na cidade. A megaoperação já está em andamento e um dos suspeitos do incêndio criminoso foi preso.

A determinação do governador foi confirmada pelo comandante-geral da PMSC, e o efeito nas ruas foi imediato. Equipes de outras regiões se somaram ao policiamento local em Araquari, no Norte catarinense, com buscas concentradas na captura dos demais envolvidos no ataque. Segundo as informações apuradas até agora, três homens participaram da ação, e ao menos um deles já está nas mãos da polícia. Os outros seguem sendo procurados.

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Entenda o caso

O ataque aconteceu por volta das 2h30 da madrugada, nas dependências da Secretaria de Segurança Pública de Araquari, na Rua São João, bairro Itinga. Imagens de câmeras de segurança registraram parte da ação criminosa. De acordo com a Polícia Militar, o trio quebrou os vidros das viaturas com pedras, ateou fogo e fugiu em direção a uma rua próxima. Durante a fuga, os suspeitos jogaram uma sacola preta em um terreno baldio, onde a guarnição localizou depois um galão com líquido inflamável, possivelmente gasolina. O material ficou sob guarda da Polícia Científica e será periciado.

Um morador do prédio atingido relatou o momento do ataque. “Sou morador do prédio que pegou fogo. Ouvi os autores tentando quebrar os vidros das viaturas com pedras e, logo após, atearam fogo no local”, contou. O prédio tem residências no pavimento superior e a secretaria funciona no térreo, o que colocou outras pessoas em risco durante a madrugada.

As chamas consumiram quatro veículos oficiais do município: três da Guarda Municipal, entre eles duas Renault Duster, e uma Fiat Strada utilizada pelo Setor de Trânsito. A identificação inicial dos carros foi dificultada porque os documentos foram destruídos pelo fogo. Além dos veículos, o incêndio danificou a fachada da Secretaria de Segurança Pública e causou prejuízos a imóveis vizinhos pelo calor intenso e pela propagação das chamas.

O combate ao fogo mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar e os Bombeiros Voluntários de Araquari. As equipes controlaram as chamas em cerca de dez minutos e fizeram rescaldo por aproximadamente meia hora, com uso de líquido gerador de espuma. Ao todo, cerca de 8 mil litros de água foram consumidos na operação. O secretário de Segurança Pública de Araquari, Jocelito Machado Rodrigues, acompanhou a ocorrência e auxiliou na abertura da edificação para o acesso das equipes de emergência.

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Viaturas incendiadas em Bombinhas semanas antes

O caso de Araquari não é o primeiro ataque a veículos oficiais em Santa Catarina nas últimas semanas. Em junho, viaturas do departamento de trânsito de Bombinhas, no Litoral Norte do estado, também foram incendiadas, em um caso que segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis. A repetição de episódios do mesmo tipo em cidades diferentes acendeu o alerta das autoridades estaduais e reforçou o peso da resposta determinada pelo governador.

A Polícia Civil conduz a investigação do ataque em Araquari e trabalha para confirmar a autoria, a motivação e a eventual relação com outros casos. A Polícia Científica realizou os levantamentos periciais no local e as autoridades ainda avaliam a extensão total dos prejuízos ao patrimônio público. A megaoperação segue nas ruas da cidade e as buscas pelos demais suspeitos continuam.

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