A Prefeitura de Florianópolis vai rever a realização de grandes eventos na cabeceira da Ponte Hercílio Luz após a superlotação registrada na tarde e noite deste domingo, 31, durante o Sekreta Sunset. A informação foi confirmada ao Jornal Razão pela administração municipal, depois que a festa eletrônica gratuita reuniu uma multidão e teve a programação interrompida por questões de segurança.
O evento marcava o encerramento das comemorações dos 100 anos da Ponte Hercílio Luz, principal cartão-postal de Santa Catarina. Com início às 13h e previsão de seguir até as 22h, o Sekreta Sunset foi montado na cabeceira da ponte, em frente ao Parque da Luz, e atraiu milhares de pessoas para acompanhar nomes nacionais e internacionais da música eletrônica, entre eles o norte-americano Acraze, conhecido pelo hit “Do It To It”, além dos brasileiros Malik Mustache e Carlos Colleen.
O que era para ser uma grande festa quase terminou em tragédia. Conforme relatos de quem estava no local, em determinado momento o público ficou completamente prensado, sem conseguir avançar nem recuar. Muitas pessoas chegaram a pular as laterais da estrutura para escapar da multidão. Houve quem passasse mal e relatasse crises de ansiedade diante da aglomeração.
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A paralisação
A programação foi suspensa no fim da tarde após uma grande concentração de pessoas ocupar o vão central da ponte, área que não deve ser ocupada pelo público. A decisão partiu da Guarda Municipal, que avaliou o risco à segurança dos participantes e da própria estrutura centenária.
Ao detalhar a medida, o guarda municipal Ricardo Pastrana explicou o motivo técnico da interrupção.
O vão central não deve ser ocupado. Se uma grande quantidade de pessoas se concentrar ali e começar a pular ou dançar ao mesmo tempo, a estrutura pode entrar em ressonância, gerando riscos.
Durante a interrupção, três das atrações mais aguardadas da noite, entre elas a apresentação de Acraze ao lado de Victor Lou, chegaram a ser dadas como canceladas. Após a atuação das equipes de segurança, a reorganização do público e a liberação das áreas restritas, o evento foi autorizado a retomar e a programação voltou a acontecer depois das 20h, com apoio da Guarda Municipal.
A repercussão
Nas redes sociais, o episódio dividiu opiniões e reacendeu o debate sobre segurança, organização e controle de público em eventos de grande porte na Capital. Parte do público elogiou a atuação da Polícia Militar e da Guarda Municipal na reorganização. Outra parte cobrou responsabilidades da organização e do poder público, questionando o planejamento de um evento desse porte sobre um dos principais cartões-postais do estado.
O caos no entorno também foi agravado porque a festa coincidiu com a realização do Ironman no mesmo dia, com vias fechadas e retornos interditados, o que deixou o trânsito da Ilha parado por horas.
A resposta da Prefeitura
Diante da repercussão, a Prefeitura confirmou ao Jornal Razão que vai reavaliar a realização de eventos na cabeceira da ponte, levando em conta a capacidade do espaço e as condições de segurança.
A administração municipal ponderou ainda que o evento havia sido liberado porque já haviam sido realizados outros eventos do tipo na ponte, inclusive de música eletrônica, sem registros de problemas semelhantes.
A Prefeitura não confirmou se haverá mudança imediata no calendário de atrações da cidade. O caso segue repercutindo.



























