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Choque de ordem em Tijucas: criminoso neutralizado pela PMSC estava em liberdade condicional

Bruno Domingos Batista, o "Bruninho", de 32 anos, estava em livramento condicional desde 2024 e teve regressão ao regime fechado em 2022 após ser flagrado com celular na cadeia; ele foi alvo de uma operação da inteligência da PMSC com o Pelotão de Pronta Resposta.

Choque de ordem em Tijucas: criminoso neutralizado pela PMSC estava em liberdade condicional
Foto: Reprodução
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O homem neutralizado em confronto com a Polícia Militar nesta quarta-feira (22), na Rua Navegantes, no bairro da Praça, em Tijucas, estava em livramento condicional e carregava uma ficha criminal que se arrasta há mais de uma década na Justiça catarinense. Ele foi identificado como Bruno Domingos Batista, conhecido como “Bruninho”, de 32 anos, natural do próprio município.

Segundo a Polícia Militar, a corporação já vinha recebendo informações sobre a traficância no local. Diante do acúmulo de dados, a agência de inteligência, em conjunto com o Pelotão de Pronta Resposta, planejou uma operação exclusivamente voltada ao combate ao tráfico de drogas naquele endereço.

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A Polícia Militar aqui de Tijucas já vinha recebendo informações da traficância aqui no local. E, diante dessas informações, a agência de inteligência, juntamente com o PPR, realizaram uma operação exclusivamente para combater esse tráfico de droga.

A abordagem e o confronto

Ao chegar ao ponto indicado, os policiais confirmaram a atividade criminosa e passaram à abordagem. Com o homem, foi encontrada uma grande quantidade de entorpecentes. De acordo com a corporação, foi durante essa abordagem que ele reagiu contra a guarnição, dando início ao confronto que terminou com sua morte ainda no local.

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Chegando ali no local, foi constatado de fato a traficância, realizada a abordagem ao masculino e encontrada uma grande quantidade de droga no local. No momento da abordagem, o masculino reagiu contra a guarnição do PPR e infelizmente veio a óbito no local.

Mais de 4,7 mil dias na execução penal

O processo de execução da pena de Bruno tramita na Justiça de Santa Catarina há mais de 4,7 mil dias, o equivalente a cerca de 13 anos de acompanhamento judicial ininterrupto sobre sua pena privativa de liberdade. Ao longo desse período, ele passou por regimes distintos e teve o cumprimento marcado por infrações disciplinares dentro do sistema prisional.

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Em agosto de 2022, a Vara de Execuções Penais determinou sua regressão definitiva ao regime fechado, depois que o condenado foi flagrado com aparelho celular dentro de unidade prisional, conduta classificada como falta grave. Na mesma decisão, a Justiça determinou a perda de um terço dos dias remidos, revertendo parte do tempo que ele já havia conquistado com trabalho ou estudo.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado destacou a gravidade do uso de celulares dentro de presídios, apontando que os aparelhos são utilizados por facções para seguir comandando crimes na sociedade, quando os detentos deveriam estar incomunicáveis. Segundo a decisão, uma punição mais branda passaria aos demais presos uma mensagem de impunidade.

Do regime fechado à liberdade

Apesar da regressão, Bruno voltou às ruas. Em novembro de 2024, foi expedido alvará de soltura por cumprimento integral daquela etapa da pena, e o livramento condicional passou a ser acompanhado pela Vara Criminal da Comarca de Tijucas. Desde então, ele vinha apresentando periodicamente à Justiça os comprovantes exigidos para manter o benefício, com registros de cumprimento de condição feitos ainda em fevereiro e maio deste ano.

Era nessa condição, em liberdade sob condições fixadas pela Justiça, que ele foi surpreendido pela operação da Polícia Militar nesta quarta-feira. Conforme a corporação, ele acumulava passagens por tráfico de drogas e por outros crimes.

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Terceira morte em menos de 48 horas

A morte é a terceira de um criminoso em Tijucas em um intervalo de menos de 48 horas. Na noite de segunda-feira (20), Fabrício Ribeiro Vieira, de 34 anos, e Lauriano Marcos Costa, de 30, o “Lobo”, foram mortos a tiros no loteamento Jardim Progresso, conhecido como Sem Terra, no bairro Areias. Os dois eram velhos conhecidos das forças de segurança e apareciam em apurações sobre os ataques ocorridos na BR-101 em outubro de 2024.

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