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“Cheiro forte e superlotação”: Justiça autoriza retirada forçada de 119 gatos de casa em Concórdia

Animais viviam em meio a sujeira, fezes e risco de doenças dentro da residência de uma idosa de 73 anos no Oeste catarinense. Fotos: Prefeitura de Concórdia

“Cheiro forte e superlotação”: Justiça autoriza retirada forçada de 119 gatos de casa em Concórdia
Foto: Reprodução
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O que começou como cuidado com os animais acabou se transformando em um cenário alarmante dentro de uma casa em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. A Justiça determinou a retirada de 119 gatos que viviam em condições consideradas insalubres na residência de uma idosa de 73 anos.

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Cível da comarca após um pedido do Ministério Público de Santa Catarina. Segundo o processo, os animais estavam espalhados pela casa em meio a sujeira, fezes, forte odor e risco de proliferação de doenças, situação que também colocava em perigo a saúde da própria moradora.

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Durante a vistoria no imóvel, equipes encontraram um ambiente tomado pelo acúmulo de animais e sem condições adequadas de higiene. Alguns gatos apresentavam estado de saúde delicado e precisavam de atendimento veterinário urgente.

O caso já vinha sendo acompanhado anteriormente pelas autoridades. A idosa havia firmado um acordo para reduzir o número de animais, realizar castrações, manter cuidados sanitários e encaminhar parte dos gatos para adoção. No entanto, as medidas não foram cumpridas e a situação se agravou com o passar do tempo.

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Na decisão, a Justiça destacou que o cenário deixou de representar proteção aos animais e passou a configurar maus-tratos, tanto pelas condições em que os gatos viviam quanto pelo risco à saúde humana.

Retirada dos felinos

A retirada dos animais acontecerá de forma gradual, priorizando os casos mais graves. Os gatos serão levados para locais adequados, onde receberão atendimento veterinário, vacinação, castração e, posteriormente, serão colocados para adoção.

Além do resgate dos animais, a situação também acendeu um alerta sobre a condição da própria moradora, que vive sozinha e pode estar em situação de vulnerabilidade. Por determinação judicial, ela deverá receber acompanhamento psicossocial e apoio dos serviços de saúde e assistência social do município.

A decisão ainda autoriza a entrada das equipes técnicas no imóvel e, se necessário, o uso de força para garantir o cumprimento da medida.

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