O Governo de Santa Catarina assumirá a gestão do Hospital e Maternidade Ruth Cardoso ainda neste ano. O anúncio veio nesta quarta-feira (11), quando a prefeita Juliana Pavan e o governador Jorginho Mello assinaram um protocolo de intenções que transfere a unidade – marcada recentemente por mortes de recém-nascidos – para a administração estadual.
Segundo a prefeitura, o hospital consome cerca de R$ 100 milhões anuais e atende pacientes de toda a região da Foz do Rio Itajaí. A mudança, diz a prefeita, “encerra um ciclo caro e ineficiente” e promete atendimento mais qualificado, já que o Estado dispõe de estrutura maior.
“Pensamos, acima de tudo, nas famílias que dependem desse serviço”, declarou Jorginho Mello, de acordo com a assessoria do governo. O governador aposta no feito como trunfo político ao afirmar que entregará “um hospital regional para mais de 300 mil pessoas”.
Estado promete gestão eficiente no Hospital Ruth Cardoso
O secretário estadual da Saúde, Diogo Demarchi, confirmou que o edital para nova administração sairá “nos próximos meses”. A equipe técnica já trabalha na modelagem do contrato, que deve prever indicadores de desempenho e fiscalização constante. A expectativa oficial é concluir a transição até setembro.
Prefeitura ganha fôlego fiscal
Além do impacto direto na saúde pública, a estatização alivia o caixa municipal. Balneário Camboriú já compromete mais da metade do orçamento com folha de pagamento e pensões. Desde fevereiro, a gestão Juliana Pavan revisou a Planta Genérica de Valores, atualizou o Código Tributário e enxugou cargos de confiança. Com a entrega do Ruth Cardoso, a prefeita garante mais margem para investir em outras áreas.
Funcionários contratados facilitam transição
O hospital não possui quadro efetivo; a equipe é formada por contratados e alguns cargos de confiança. Segundo o governo, isso facilita a migração, pois evita complexas negociações trabalhistas. A Secretaria de Estado da Administração estuda absorver parte dos profissionais mediante seleção simplificada.
Próximos passos até setembro
- Câmara de Vereadores e Assembleia Legislativa devem aprovar leis complementares que autorizem a transferência de patrimônio.
- Estado publicará edital para escolher a nova organização gestora.
- Prefeitura seguirá repassando dados contábeis e inventário de bens até a posse definitiva.
- Comissão conjunta acompanhará metas assistenciais e financeiras durante a transição.
Por que importa?
A mudança ocorre após as supostas falhas que resultaram em óbitos de bebês na maternidade. Com a estatização, governo e prefeitura prometem corrigir processos, reforçar protocolos e implantar leitos de alta complexidade.
Por fim, a promessa oficial é entregar, até o fim de 2025, um Hospital Ruth Cardoso sustentável, auditado e com atendimento regionalizado. O Jornal Razão seguirá acompanhando cada etapa desse processo.






















