Após passar sete meses internado e enfrentar uma espera por um transplante cardíaco, o pequeno Henrique, morador de Blumenau, recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (20). O menino, que estava internado desde outubro de 2025 no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, deixou a unidade pouco mais de três semanas após passar por um transplante de coração.
Henrique tinha 11 meses quando foi levado ao hospital com suspeita de gripe, no dia 22 de outubro de 2025. Durante os exames, os médicos identificaram um quadro de insuficiência cardíaca. Diante da gravidade do caso, ele foi transferido para Curitiba, cidade referência em atendimento pediátrico, onde passou a integrar a fila de espera por um coração compatível.
Nas redes sociais, a mãe do menino, Gabriela Martins, compartilhou ao longo dos meses detalhes da rotina no hospital e os desafios enfrentados pela família durante a internação. Segundo ela, o período foi marcado por medo, incertezas e pela expectativa de conseguir o transplante.
“Quando internamos o Henrique, jamais imaginávamos o tamanho do desafio que viveríamos”, escreveu em uma das publicações.
O coração compatível chegou na madrugada do dia 28 de abril de 2026. Henrique foi submetido ao transplante no Hospital Pequeno Príncipe e, segundo a família, reagiu bem ao novo órgão. Desde a cirurgia, Gabriela passou a divulgar diariamente atualizações sobre a recuperação do filho.
Ao anunciar a alta hospitalar, a mãe agradeceu à família responsável pela doação do órgão. Em uma publicação, afirmou que a continuidade da vida do filho só foi possível graças à decisão tomada pelos familiares do doador.
“Minha eterna gratidão pelo ‘sim’ que permitiu que a vida dele continuasse”, escreveu.
Gabriela também agradeceu aos médicos, enfermeiros e demais profissionais envolvidos no tratamento do menino durante os sete meses de internação. Segundo ela, voltar para casa era o maior desejo da família desde o início da batalha pela recuperação de Henrique.
Apesar da alta, Henrique ainda permanecerá em Curitiba nos próximos meses para consultas e acompanhamento médico. O pai da criança segue trabalhando em Blumenau. A expectativa da família é retornar definitivamente para Santa Catarina quando as idas ao hospital se tornarem menos frequentes.
Com informações de NSC TOTAL





















