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Vice-prefeita em SC rompe, declara “guerra” contra o prefeito e passa a atender em posto de gasolina

Suelen Geremia confirmou o rompimento com o prefeito Juliano Hassan e afirmou que, sem espaço na prefeitura, passou a receber moradores em postos, bairros e no interior do município.

Vice-prefeita em SC rompe, declara “guerra” contra o prefeito e passa a atender em posto de gasolina
Foto: Reprodução
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A vice-prefeita de Porto União, no Planalto Norte catarinense, Suelen Geremia, trocou o gabinete pelo posto de gasolina. Ela passou a atender os moradores em postos, nos bairros, no interior e nas casas das pessoas depois de romper politicamente com o prefeito Juliano Hassan. Em entrevista, a vice confirmou o distanciamento que até então corria apenas nos bastidores e detalhou o que diz ter enfrentado dentro da própria prefeitura.

Segundo Suelen, os desentendimentos não são recentes e começaram logo no início do mandato. Ela afirma que, ao chegar para assumir o posto, não tinha nem onde trabalhar e precisou recorrer a um documento formal para garantir uma sala. “Cheguei um dia na prefeitura e nem sala eu tinha. E eu fiz um ofício, dei sete dias pro prefeito me dar a minha sala”, relatou.

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A vice-prefeita afirma que o pedido foi atendido. De acordo com ela, o ofício sustentava que retirar de uma mulher o direito de trabalhar configuraria um crime contra a mulher. Suelen diz que o prefeito respondeu ao documento alegando preocupação com a forma como ela vinha procurando órgãos federais, estaduais e municipais, e entidades, sem o aval dele.

Para Suelen, esse aval não seria necessário. Ela argumenta que cada candidatura tem um plano de governo próprio e que esse plano basta para orientar a atuação da vice, sem depender de autorização do prefeito. Na avaliação dela, a função de uma vice é estar pronta para assumir a prefeitura caso o titular se ausente, o que ela ressalta não ser o caso no momento.

Atendimento fora da prefeitura

O ponto central do desabafo, porém, é a rotina de atendimento. Suelen conta que chegou a atender moradores dentro da prefeitura depois de receber a chave da sala, mas afirma que algumas pessoas passaram por situações que ela classificou como indelicadas. A partir daí, preferiu não ir mais ao prédio.

“Eu atendo nos postos de gasolina, eu atendo lá nos bairros, eu atendo lá no interior, eu vou na casa das pessoas, aonde for”, afirmou. A vice-prefeita também rebateu quem diz que ela teria deixado a cidade. “Ao contrário do que algumas pessoas têm dito, que eu fui embora, não, eu não fui embora, continuo aqui e vou continuar atendendo a nossa população”, declarou.

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Em nota, Suelen destacou que tomou a decisão de se distanciar após um longo período de divergências relacionadas à condução do governo e à forma como questões importantes para o município vinham sendo tratadas. Ela reforçou que pretende manter a independência política daqui para frente.

Meu compromisso continua sendo com a população. Independentemente das circunstâncias políticas, seguirei trabalhando, ouvindo as pessoas e buscando resultados concretos para Porto União e para toda a nossa região.

Sem nova aliança

Questionada se voltaria a compor uma chapa com Juliano Hassan em uma próxima eleição, a vice-prefeita foi categórica. “Com certeza absoluta, não. E eu não tenho vontade de ser prefeita, eu tenho vontade de ajudar o município. Porém, se não tiver ninguém que seja candidato contra ele, eu sou candidata contra ele”, declarou.

Juliano Hassan foi eleito prefeito de Porto União em 2024, com 9.334 votos, o equivalente a 49,85% dos votos válidos. A reportagem procurou o prefeito, que não havia se manifestado até a publicação.

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