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Vereador de Joinville é cassado e acusa “acordos políticos e interesses obscuros”

Conforme a Câmara de Vereadores de Joinville, Cleiton Profeta (PL) foi cassado por quebra de decoro após denúncia de ofensas a um colega. O vereador nega irregularidades e afirma que vai recorrer.

Vereador de Joinville é cassado e acusa “acordos políticos e interesses obscuros”
Foto: Reprodução
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O vereador Cleiton Profeta (PL) teve o mandato cassado na manhã desta segunda-feira (8) pela Câmara de Vereadores de Joinville. Foram 13 votos favoráveis à cassação, 2 contrários e 3 abstenções. Com a decisão, o parlamentar perde imediatamente o cargo e os direitos políticos.

A cassação foi julgada após parecer favorável de uma Comissão Processante criada para analisar denúncia por quebra de decoro parlamentar. A representação teve origem em um episódio ocorrido no dia 25 de fevereiro, durante uma reunião na Sala VIP convocada pelo presidente da Câmara, Diego Machado (PSD). O vereador Henrique Deckmann (MDB) registrou boletim de ocorrência afirmando que foi ofendido por Profeta, inclusive chamado de “velho gagá”.

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Conforme o relato que embasou a denúncia, a reunião tinha como objetivo reforçar o respeito mútuo e a convivência entre os parlamentares. Segundo o documento, quando o tema foi colocado, Profeta teria se levantado dizendo que não permaneceria no encontro. Deckmann então teria pedido que ele ficasse, e o vereador do PL teria se aproximado do colega, que recuou. Profeta, por sua vez, afirma que havia comunicado previamente que precisaria sair por causa de outro compromisso.

Como foi a votação

O julgamento seguiu o rito previsto no Decreto-Lei nº 201/1967. Foram lidas as peças requeridas, os vereadores que quiseram puderam se manifestar por até 15 minutos e a defesa teve prazo de até duas horas. Em seguida, ocorreram as votações nominais para cada infração apontada na denúncia. O resultado final foi de 13 votos pela cassação, 2 contra e 3 abstenções, com voto de minerva de Vanessa Falk (Novo).

Votaram pela cassação: Adilson Girardi (MDB), Alisson Julio (Novo), Érico Vinicius (Novo), Henrique Deckmann (MDB), Kiko da Luz (PSD), Liliane Lovato (Podemos), Lucas Souza (Republicanos), Mateus Batista (União Brasil), Neto Petters (Novo), Pastor Ascendino (PSD), Pelé (MDB), Vanessa da Rosa (PT) e Vanessa Falk (Novo). Votaram contra Instrutor Lucas (PL) e Willian Tonezi (PL). Abstiveram-se Brandel Júnior (PL), Diego Machado (PSD) e Tânia Larson (União Brasil).

A reação do cassado

Após a sessão, Profeta classificou o processo como uma articulação política para silenciá-lo.

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Isso não passa de um complô do governo do Novo pra me calar. Um governo que nunca aceitou ter oposição, nunca aceitou crítica.

Ele disse ainda que continuará no mesmo caminho: “O meu papel aqui, desde que eu entrei até o último dia, foi expor as mazelas e continuarei fazendo isso até o fim, não sei a quem custar.”

Em nota publicada nas redes sociais, o vereador disse receber a decisão com “profunda discordância e revolta” e sustentou que o processo teve nulidades e situações que comprometeram a imparcialidade do julgamento. Profeta afirmou ter sido eleito para fiscalizar e confrontar interesses, e disse que o objetivo do processo sempre foi “retirar da Câmara um vereador que não se curvou ao sistema político instalado em Joinville”.

O parlamentar também apontou que adversários históricos teriam atuado juntos pela cassação. Segundo ele, partidos que se enfrentam no discurso se uniram contra o seu mandato, e teria havido pressão de bastidores para garantir o resultado. “Mandato se cassa; convicções, não”, escreveu.

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Profeta afirmou que vai recorrer e que adotará “todas as medidas jurídicas cabíveis” para buscar a revisão da decisão. “A luta não termina aqui”, concluiu na nota, assinada como vereador de Joinville.

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