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“Sim, eu fui preso”: João Rodrigues, prefeito de Chapecó, quebra o silêncio em vídeo polêmico

João Rodrigues admite prisão em 2018, critica governo de SC e diz ser vítima de narrativas

“Sim, eu fui preso”: João Rodrigues, prefeito de Chapecó, quebra o silêncio em vídeo polêmico
Foto: Reprodução
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Em um vídeo de forte tom pessoal e político divulgado neste domingo (29), o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), rompeu o silêncio sobre sua prisão em 2018 e lançou duras críticas ao governo de Santa Catarina, à imprensa e a supostos adversários que, segundo ele, articulam ataques contra sua imagem.

“Eu fui preso. Eu fui preso sim.”

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Rodrigues relembrou os sete meses que passou preso na Papuda, após ser condenado em um processo relacionado à sua atuação como gestor público. Segundo ele, o caso se tornou símbolo de uma suposta perseguição política que hoje se repete contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Fui a primeira vítima de todo esse processo de injustiça que prendeu mais de 500 pessoas que hoje estão recolhidas na Papuda. E querem prender o presidente Bolsonaro agora. Eu fui o primeiro, lá em 2018.”

O prefeito afirma que sua condenação ocorreu mesmo sem provas de dolo ou prejuízo ao erário, citando trecho do voto do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

“Não ficou demonstrado em nenhum momento nem dolo e nem dano.”

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Ao longo do vídeo, Rodrigues também direcionou críticas a jornalistas que, segundo ele, estariam sendo pagos com dinheiro público para atacá-lo. O prefeito insinua que parte da imprensa age de forma coordenada com o governo estadual.

“Está vendo este jornalista? É patrocinado pelo governo do Estado. E nem sequer escreve a própria coluna. Alguém escreve por ele, para me atacar de forma muito covarde.”

Neste momento, o prefeito exibe o vídeo de outra figura pública: a deputada federal Júlia Zanatta (PL). É ela quem afirma, com todas as letras:

“Eu já escrevi a coluna do Prisco Paraíso junto com alguém próximo do governo Jorginho. E mandei exatamente como tinha que ir. Ele é subserviente, obedece.”

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Além disso, ele rebate reportagens que relacionam empresas ligadas à sua família a repasses públicos feitos pela prefeitura de Chapecó. Segundo ele, os valores são baixos e justificáveis.

“Em cinco anos, as rádios da minha família receberam R$ 20 mil. Isso porque as agências contratadas decidem onde divulgar campanhas. Nonoai, por exemplo, é cidade vizinha. Tem eventos conjuntos. Isso é normal.”

O prefeito também se defende das insinuações sobre vínculos entre empresas de seus familiares e contratos públicos.

“Estão atacando minhas filhas, meus sobrinhos, minha sogra. Empresas construídas com décadas de trabalho estão sendo jogadas na lama por canalhas patrocinados pelo governo.”

No encerramento, Rodrigues faz um apelo direto ao eleitor:

“Você que se diz de direita, acha certo isso? Eu quero ganhar com trabalho, com honra, com respeito ao erário público. A verdade sempre prevalecerá. E os canalhas serão varridos.”

A publicação, feita em suas redes sociais, gerou forte repercussão e provocou reações no meio político. Até o momento, o governo de Santa Catarina não se manifestou sobre as declarações.

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