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Eleições 2026

Em 2022, Moraes disse que propagador de “fake news” teria candidatura cassada

Vídeo do ministro voltou a circular depois que Lula, no Canal Livre, citou boato desmentido sobre a padroeira e disse que "o dado concreto é que isso está na rede social"

Em 2022, Moraes disse que propagador de 'fake news' teria candidatura cassada
Foto: Reprodução
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Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes avisou que candidato que espalhasse notícia falsa teria o registro cassado pela Justiça Eleitoral. A declaração foi dada durante o Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral e exibida pela CNN Brasil, com a posição do TSE sobre o tema descrita pelo ministro como “muito clara”.

“Quem se utilizar de fake news, quem falar de fraude nas urnas, quem propagar discurso mentiroso, discurso fraudulento, discurso de ódio, terá seu registro cassado, independentemente de candidato a qualquer dos cargos”, disse Moraes na ocasião.

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A fala veio logo depois de uma decisão do ministro Nunes Marques, do STF, que tinha suspendido a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (PR), punido pelo TSE por espalhar mentiras sobre as urnas eletrônicas. Moraes deixou claro que a regra valeria para todos os cargos em disputa.

Lula em entrevista ao Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27) (Foto: Reprodução/TV Band)

Quatro anos depois, o vídeo voltou a circular por causa de uma entrevista do presidente Lula (PT) ao programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27). Candidato à reeleição, Lula comentou o boato de que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário na disputa pela Presidência, tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

“Eu não sei o que vocês vão perguntar, mas esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá”, afirmou o presidente. Em seguida, ele lembrou que “já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida”, referência ao episódio de 1995 em que um bispo da Igreja Universal chutou uma imagem da santa ao vivo na TV.

A jornalista Adriana Araújo interrompeu na hora: “Mas foi uma fake news, não é, presidente?”. Durante a resposta, ela ainda lembrou que a própria emissora que tinha repercutido a informação já havia pedido desculpas.

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Lula não recuou. “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social, muito forte”, respondeu.

As publicações sobre a padroeira começaram a circular nas redes sociais em 23 de setembro. Elas usavam como base uma fala de Flávio, de agosto, em que ele disse que um de seus primeiros atos como presidente seria decretar que o Brasil pertence a Jesus Cristo.

No dia 24, Flávio negou que exista qualquer proposta para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida e atribuiu as postagens a apoiadores do PT. A GloboNews, que chegou a repercutir o boato, pediu desculpas pelo erro.

O Jornal Razão já tinha mostrado o momento da entrevista em que Lula é contestado pela jornalista. Leia a reportagem completa sobre o caso.

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Lado a lado, as duas falas agora circulam juntas nas redes: de um lado, o ministro que prometeu cassar o registro de quem propagasse mentira na eleição; do outro, o presidente que, confrontado ao vivo, disse não saber se a informação era falsa e se apoiou no fato de ela estar “muito forte” na internet.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro.

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