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Jardim Botânico de Florianópolis faz dez anos e entrega a primeira etapa do primeiro jardim japonês da Capital

Espaço no Itacorubi inaugura a ponte do Jardim Japonês e planta oito cerejeiras

Jardim Botânico de Florianópolis faz dez anos e entrega a primeira etapa do primeiro jardim japonês da Capital
Foto: Reprodução
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Uma ponte em estilo japonês e oito cerejeiras recém-plantadas passam a fazer parte da paisagem do Itacorubi, em Florianópolis, nesta quinta-feira (24). É o dia em que o Jardim Botânico da Capital completa dez anos de abertura ao público e entrega a primeira etapa do Jardim Japonês, o primeiro da cidade. A data abre uma semana de comemorações que também inclui os 23 anos do Museu do Lixo, cujo acervo está em exposição no próprio jardim até domingo (27).

A celebração é organizada pela Prefeitura de Florianópolis, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A programação desta quinta começa às 9h30, com café e corte do bolo. Às 10h ocorre a inauguração da ponte do Jardim Japonês, seguida do plantio das oito cerejeiras, as sakuras, às 10h30. Às 11h, a Orquestra da Udesc se apresenta. Todas as atividades são gratuitas.

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A festa começou antes da data oficial. Na terça (22) e na quarta-feira (23), dez escolas e Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs) participaram de visitas guiadas, e cada turma plantou uma árvore. No sábado (26), às 9h, o jardim doa 100 mudas de árvores nativas de Florianópolis. Às 15h do mesmo dia, a pianista Beth Costa faz uma apresentação musical.

“A programação foi pensada para que a data não fosse apenas comemorativa. Receberemos escolas, vamos plantar árvores com cada turma e doar mudas nativas, porque o aniversário do Jardim Botânico é também um compromisso com a educação ambiental e com quem está aqui todos os dias”, afirma Luis Felipe Kronbauer, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Jardim Japonês ainda terá lago de carpas

A ponte entregue no aniversário integra a primeira fase do Jardim Japonês, cuja construção começou em 9 de julho deste ano. Essa etapa prevê ainda um deck de contemplação e a instalação de mais um portal japonês, o torii, que na tradição xintoísta marca a entrada ou a proximidade de um local sagrado.

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A obra saiu do papel quase um ano depois do lançamento simbólico da iniciativa, em 20 de julho de 2025, quando foi instalada a pedra fundamental. O projeto foi desenvolvido pela Associação Nipo-Catarinense e se organiza em três pilares: sentir, permanecer e vivenciar. A execução é da Secretaria de Infraestrutura e Manutenção da Cidade. As próximas fases preveem um pavilhão para exposições e práticas de yoga e um lago de carpas.

“Estou aqui há onze anos, desde antes da inauguração do JBF. Vi este terreno passar de área abandonada a coleções botânicas visitadas por milhares de pessoas. Entregar a ponte do Jardim Japonês em um aniversário de dez anos tem um significado muito particular para quem acompanhou cada etapa”, afirma Roberto Amaro, gerente do Jardim Botânico.

De lixão a jardim botânico

A área onde hoje funciona o Jardim Botânico tem uma trajetória marcada por uso rural, degradação e mobilização popular. Em 1958, doze hectares do Manguezal do Itacorubi passaram a receber o lixão da cidade, que só foi desativado em 1989, depois de pressão da comunidade. Em 1964, o engenheiro agrônomo Glauco Olinger recebeu uma área de ao menos 40 hectares no bairro para instalar o Centro de Treinamento da Acaresc, embrião do terreno atual.

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As primeiras propostas de transformar o espaço em parque ou jardim botânico surgiram na Epagri a partir de 1997. A ideia foi formalizada ao Governo do Estado em 2005 e ganhou força em 2007, diante do risco de o terreno ser perdido para a especulação imobiliária. Em 7 de dezembro daquele ano, a pedra fundamental foi lançada com o plantio de três garapuvus, árvore símbolo de Florianópolis.

A Prefeitura assumiu a gestão da área em julho de 2016, por meio de um protocolo firmado com a Epagri. A abertura ao público ocorreu em 24 de setembro de 2016, primeiro sábado da primavera daquele ano, e reuniu cerca de 7 mil visitantes.

Hoje, o Jardim Botânico ocupa 19 hectares às margens da Rodovia Admar Gonzaga, conectados aos 200 hectares do Manguezal do Itacorubi. O espaço tem coleções botânicas, jardins temáticos, viveiros de mudas, horta agroecológica, mandalas medicinais e sensoriais, meliponário, cactário, bambuseto e labirinto verde. A visitação é gratuita, de terça a domingo, das 7h às 19h. A Xiloteca também fica aberta durante toda a semana de aniversário, no mesmo horário.

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