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El Niño: dragagem do rio e construção dos molhes garantirão o futuro de Tijucas, diz prefeito

Em vídeo, o prefeito Maickon Sgrott (PL) afirma que o pedido de Licença Ambiental de Instalação para a dragagem da Boca da Barra e construção dos molhes está em análise no IMA, lista obras contra os alagamentos crônicos e aponta o rio navegável como chave para o salto econômico de Tijucas.

El Niño: dragagem do rio e construção dos molhes garantirão o futuro de Tijucas, diz prefeito
Foto: Reprodução
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O prefeito de Tijucas, Maickon Sgrott (PL), respondeu publicamente nesta semana às críticas de adversários que afirmam que sua gestão estaria voltada apenas para a faixa litorânea da cidade. Em vídeo gravado pelas ruas do município, o prefeito detalhou o cronograma de obras estruturantes e tratou diretamente da dragagem da Boca da Barra do Rio Tijucas e da construção dos molhes na foz como duas apostas que, na visão da Prefeitura, vão ao mesmo tempo proteger a cidade do El Niño e abrir um novo ciclo de desenvolvimento econômico em Tijucas.

“Tem gente dizendo por aí que o prefeito só quer saber de praia. Mas eu preciso lhe explicar uma coisa”, afirmou Maickon Sgrott logo na abertura do pronunciamento.

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A lógica por trás da dragagem

O prefeito explicou que toda a estrutura de drenagem urbana de Tijucas depende do funcionamento do rio. Conforme Maickon Sgrott, sem vazão na foz, nenhuma intervenção em valas ou bocas de lobo é capaz de resolver os alagamentos da cidade.

ASSISTA AO VÍDEO

Pode substituir a drenagem de toda a cidade. Limpar todas as bocas de lobo. Todas as valas. Se o rio Tijucas não estiver fluindo de maneira adequada, sem barreiras, a água não vai ter para onde ir.

Maickon Sgrott, prefeito de Tijucas

O prefeito lembrou que a última dragagem da Boca da Barra foi feita em 2003, há 23 anos, e que desde então a cidade conviveu com sucessivas enchentes e alagamentos sem que o assoreamento da foz fosse enfrentado.

Licença na “iminência” de ser liberada

Conforme Maickon Sgrott, a Prefeitura já protocolou no Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) o pedido da Licença Ambiental de Instalação (LAI), última autorização exigida antes do início efetivo das obras. A Licença Ambiental Prévia (LAP) já havia sido concedida pelo IMA em setembro de 2025.

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“A primeira licença, graças a Deus, nós já conseguimos. Estamos na iminência de conseguir a próxima. Mas nós estamos desbloqueando o que era para ter sido feito há décadas atrás”, afirmou o prefeito.

O projeto, elaborado pela empresa Hidrotopo Consultoria, prevê investimento estimado em mais de R$ 55 milhões e contempla a construção dos molhes Norte e Sul, que somam 823 metros, além do desassoreamento do canal de navegação.

A aposta no rio e no mar como motor econômico

A leitura da Prefeitura é que a dragagem da foz e a construção dos molhes não resolvem apenas o problema dos alagamentos. Eles são a peça que falta para destravar o desenvolvimento econômico que Tijucas perdeu nas últimas décadas. A comparação inevitável é com a vizinha Itajaí.

As duas cidades têm história e idade semelhantes. Tijucas foi fundada como município em 1852, separando-se justamente de Itajaí, que se emancipou em 1860. Ambas nasceram às margens de rios que desaguam no Atlântico, com colonização açoriana e vocação pesqueira. A diferença entre elas, hoje, é grande.

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Itajaí investiu no rio e no porto. Construiu molhes, dragou canais, atraiu estaleiros e se transformou em uma das maiores potências econômicas de Santa Catarina, com PIB de R$ 47,7 bilhões e a maior renda per capita do Estado. Tijucas, sem rio navegável e sem praia funcional, ficou à margem desse desenvolvimento.

Mesmo com a navegabilidade comprometida pelo assoreamento, o setor náutico já é a quarta maior fonte de receita fiscal de Tijucas. Estaleiros e marinas se instalaram na cidade gerando empregos qualificados com salários acima da média da indústria convencional. A expectativa do governo municipal é que, com a foz estabilizada e o rio navegável, Tijucas atraia novos investimentos em turismo náutico, estaleiros, marinas e serviços ligados à economia do mar, com impacto direto na geração de empregos e na valorização do município.

A história também tem peso afetivo. A última dragagem da Boca da Barra foi feita há 23 anos, na gestão do então prefeito Uilson Sgrott, pai do atual prefeito. Conforme a gestão atual, a cidade volta a enfrentar o mesmo problema porque o desassoreamento foi negligenciado pelas administrações seguintes.

O que está em andamento agora

No mesmo pronunciamento, o prefeito detalhou um conjunto de intervenções em execução na cidade, com foco na preparação para o El Niño previsto para o segundo semestre. Conforme a Prefeitura, estão em andamento:

  • 18 valas mapeadas com manutenção contínua pelas equipes municipais
  • Drenagem nova já entregue nas ruas Siriema e Rouxinol, atrás da Emissul, na região da Fácilvel, Dorvalino Motos e Inovacar, além da esquina da Mundial com a Emília Ramos
  • Hidrojato contratado para desobstruir pontos críticos de bocas de lobo e tubulações
  • Convênio de R$ 6 milhões firmado com o Governo do Estado para o desassoreamento das valas Santa Luzia e Itinga, recursos aportados pelo governador Jorginho Mello (PL)
  • Obras iniciando ainda em maio nas ruas Raul Bayer Laus e Sadi Lemos, dois pontos críticos de alagamento
  • Projetos de engenharia em andamento para mais cinco ruas com histórico grave de alagamento: Neri Francisco de Campos, Manuel Naum de Brito, Apolônio Vagas e Petrolino Ávila
  • Licitação aberta para a compra de bombas de alta vazão, que serão utilizadas em momentos críticos de alagamento
  • Defesa Civil com dois simulados já realizados para treinar as equipes municipais

Isso tudo acontecendo agora. Isso sim é cuidar de Tijucas de verdade.

Maickon Sgrott, prefeito de Tijucas

O caso segue em andamento. A Prefeitura aguarda a manifestação final do IMA sobre a LAI para autorizar o início das obras dos molhes e da dragagem da foz.

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