Ao comparar os nomes que devem disputar uma vaga ao Senado em Santa Catarina no próximo ano, o empresário Antídio Lunelli, pré-candidato pelo MDB, mandou um recado que tem endereço certo. “Senador Esperidião Amin não precisa de GPS para andar em Santa Catarina. Ele sabe cada pedra onde está”, afirmou em entrevista ao Jornal Razão, ao exaltar a vivência no Estado.
A fala reacende uma das críticas mais presentes na articulação da direita catarinense para 2026, dirigida a Carlos Bolsonaro, que também mira a vaga ao Senado por Santa Catarina. O ex-vereador do Rio de Janeiro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, já foi alvo do questionamento sobre não ter trajetória política no Estado onde pretende concorrer, e chegou a rebater o argumento em vídeo nas redes sociais.
Para Lunelli, a longevidade de Amin dá ao senador um peso próprio na disputa. “Tem um conhecimento profundo. São 51 anos de história, de contribuição, sempre com o mesmo posicionamento”, disse, ao reconhecer a experiência do adversário mais antigo do páreo.
“Direita a dar com pau”
Durante a conversa, o empresário rebateu a ideia de que a direita catarinense se resumiria a uma única legenda. “Parece que hoje quem não é do 22 não é de direita, gente. Às vezes eu sinto que parece que nós somos leprosos”, afirmou. Para ele, o campo é mais amplo. “Temos o PSD, que tem gente de direita a dar com pau. Temos aqui o nosso candidato João Rodrigues, que sempre manteve o seu posicionamento. Temos o Espiridião, a mim.”
Filiado ao MDB, Lunelli explicou que se enxerga à direita mesmo dentro de um partido historicamente de centro. “O MDB se coloca hoje como um partido de centro, centro-direita até em alguns casos. E eu sempre fui mais do lado da direita”, declarou, ao defender uma agenda voltada ao setor produtivo. “Eu sou uma pessoa que defende o nosso empresário, quem gera emprego e renda, um defensor dos agricultores, do nosso agronegócio.”
Pré-candidato ao Senado, Antídio Lunelli concedeu entrevista ao Jornal Razão em bate-papo que percorreu sua trajetória do campo à indústria, a passagem pela Prefeitura de Jaraguá do Sul e as articulações que devem definir os nomes da direita catarinense para 2026.























