O contraponto veio direto e sem meio-termo. Diante da tese de que a boa fase da economia catarinense seria mérito do governo federal, o pré-candidato a deputado estadual Emerson Stein (MDB) devolveu a conta para dentro do estado e cravou de quem, na avaliação dele, é o resultado que Santa Catarina colhe hoje.
Se Santa Catarina está voando alto, não é por causa do PT, é por causa do governo Jorginho Mello. E se estivesse sendo por causa do PT, estaria voando muito baixo.
Ex-prefeito de Porto Belo, ex-deputado estadual e ex-secretário de Estado, Stein esteve no Jornal Razão para falar da pré-candidatura pelo MDB, que deve ser confirmada na convenção de 1º de agosto. Na conversa, a economia foi o ponto em que ele mais subiu o tom, respondendo diretamente a quem credita o momento catarinense ao presidente Lula.
ASSISTA AO VÍDEO
A BR-101 no centro da crítica
Para sustentar a crítica ao governo federal, Stein escolheu como exemplo a rodovia que corta o Litoral catarinense de ponta a ponta. Ele classificou a situação da BR-101 como grave e disse enxergar ali uma omissão de Brasília que, segundo ele, custa vidas.
Uma BR que o governo federal não toma posição, não toma atitude, e inclusive mata pessoas.
O pré-candidato também apontou a construção civil, que ele descreve como o principal motor de empregos da região, como um setor que estaria retraído. Na leitura dele, o que sustenta o estado não vem do Planalto. “Eu não vejo nada que foi feito aqui pelo governo federal em Santa Catarina”, afirmou durante a entrevista.
O que credita ao governo estadual
No lugar de Brasília, Stein colocou o governo de Jorginho Mello como o responsável pelas entregas que enxerga na ponta. Ele citou o Hospital Marieta, obra que segundo ele ficou 12 anos parada e teria sido concluída na atual gestão, e a chegada de energia trifásica a empresas que, na versão do pré-candidato, estavam prestes a fechar as portas e migrar para outros estados.
O discurso econômico se apoia na mesma lógica que Stein usa para justificar a lealdade ao governador mesmo com o MDB caminhando para outro projeto na disputa majoritária. Para ele, os investimentos que mantiveram indústrias no estado e destravaram obras paradas são a prova de que o resultado catarinense tem endereço estadual, não federal.
A entrevista, ressalvaram os dois lados, ocorreu antes do período eleitoral e sem pedido de voto, e antes mesmo da convenção que vai oficializar ou não a candidatura, marcada para 1º de agosto.
























