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“Cadeia para quem roubou”, diz Júlia Zanatta após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva por 14 a 7, sessão termina em tumulto entre parlamentares e comissão seguirá com novas oitivas.

“Cadeia para quem roubou”, diz Júlia Zanatta após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS
Foto: Reprodução
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O clima esquentou na CPMI do INSS nesta quinta-feira, 26, e terminou em empurra empurra e troca de agressões entre parlamentares. No centro da votação estava a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O requerimento foi aprovado por 14 votos a 7. Logo após o anúncio do resultado, deputados da base governista se dirigiram à mesa para questionar a condução da votação. A discussão evoluiu para tumulto e alguns parlamentares precisaram ser contidos por colegas.

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A deputada federal catarinense Júlia Zanatta se manifestou logo após a sessão. Em declaração pública, afirmou: “Cadeia para quem roubou”. A parlamentar defendeu o avanço das investigações e disse que, se houver comprovação de irregularidades, os responsáveis devem responder na Justiça.

Segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, a quebra de sigilo foi solicitada com base em mensagens apreendidas pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS. Em uma das conversas, segundo ele, há menção ao “filho do rapaz” ao tratar de um pagamento de R$ 300 mil destinado a uma empresa ligada a uma empresária investigada. A suspeita levantada é de possível participação como sócio oculto. Até o momento, não há decisão judicial que aponte culpa.

A empresária citada nega qualquer irregularidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já declarou que conversou com o filho após o nome dele ser mencionado na comissão e afirmou que, se houver envolvimento em algo ilegal, ele deverá responder pelos próprios atos.

Durante a sessão, o deputado Paulo Pimenta pediu a anulação da votação, alegando divergência na contagem simbólica. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, rejeitou o pedido e manteve o resultado, afirmando que a verificação foi feita duas vezes.

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A comissão deve seguir com novas oitivas e análise de documentos nas próximas reuniões.

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