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Venezuelano e colombiano são soltos após episódio de racismo em Itajaí

Atletas terão de entregar passaportes e permanecer na cidade por três meses

Venezuelano e colombiano são soltos após episódio de racismo em Itajaí
Foto: Reprodução
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Dois tenistas estrangeiros presos na quinta-feira (22), em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, suspeitos de injúria racial durante o Itajaí Open de Tênis, foram liberados após audiência de custódia realizada na tarde de sexta-feira (23). A Justiça concedeu liberdade provisória aos atletas, condicionada ao cumprimento de medidas cautelares pelo período de três meses.

Na decisão, o juiz responsável pela análise do flagrante manteve a prisão temporária, mas autorizou que os investigados respondam ao processo em liberdade. Entre as determinações impostas estão a entrega dos passaportes às autoridades, o uso de monitoramento eletrônico e o recolhimento domiciliar em horários previamente estabelecidos.

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Os tenistas também estão obrigados a permanecer na cidade de Itajaí e não podem se ausentar por mais de sete dias sem autorização judicial. O descumprimento de qualquer uma das medidas pode resultar em nova decretação de prisão.

Os envolvidos foram identificados como Luis David Martínez, venezuelano, de 36 anos, e Cristian Rodriguez, colombiano, de 35 anos. Ambos participavam do torneio internacional realizado no município quando ocorreu o episódio que motivou a prisão.

De acordo com relatos de testemunhas e registros em vídeo feitos por espectadores, durante uma partida de duplas, um dos atletas teria feito gestos imitando um macaco em direção à torcida. Ainda segundo os relatos, o outro tenista teria proferido ofensas racistas contra um funcionário do clube, chamando-o de “macaco”.

A dupla estrangeira foi derrotada por tenistas brasileiros na partida em que teriam ocorrido as ofensas. Após o término do jogo, os atletas deixaram o local, mas foram localizados e detidos pela Polícia Militar no hotel onde estavam hospedados, após o acionamento das autoridades por pessoas que presenciaram a situação.

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O caso ocorreu no Clube Itamirim, sede do torneio em Itajaí. A organização do Itajaí Open informou, por meio de nota, que repudia qualquer forma de discriminação e que o episódio foi tratado de acordo com a legislação brasileira vigente.

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