A busca por justiça no caso Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, terá mais um capítulo decisivo no dia 25 de junho, quando os outros dois acusados pelo crime serão levados a julgamento em Florianópolis. A nova sessão acontece no mesmo local onde ocorreu o primeiro julgamento.
A data marca a continuidade de um processo que se arrasta por uma década. O primeiro réu, Mário Pfleger, de 58 anos, foi condenado 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, somados a 9 meses e 26 dias em regime semiaberto. O julgamento ocorreu nos dias 12 e 13 de maio, em Florianópolis, e durou cerca de 16 horas entre debates, depoimentos e sustentações das partes.
A decisão foi recebida com emoção pelos pais de Ana Beatriz, Cláudia e Ismael Schelter, que acompanharam todo o julgamento ao lado da advogada assistente de acusação, Giliani Coelho.

Relembre o caso
Ana Beatriz tinha apenas 12 anos quando saiu de casa, por volta das 13h do dia 2 de março de 2016, para ir à escola. Ela nunca chegou ao destino.
Na manhã seguinte, o corpo foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470, em Rio do Sul. Inicialmente, a cena foi montada para simular um suicídio, hipótese descartada ainda nas primeiras etapas da investigação.
Os laudos periciais apontaram que a adolescente foi vítima de violência sexual e morreu por asfixia. O crime causou profunda comoção em Rio do Sul e em todo o Alto Vale, tornando-se um dos casos mais marcantes da história recente da região.
Expectativa para o novo júri
Agora, a atenção se volta para o dia 25 de junho, quando os outros dois acusados enfrentarão o Tribunal do Júri no mesmo local do primeiro julgamento.
Para a família de Ana Beatriz, a nova sessão representa mais um passo rumo ao desfecho de um processo que atravessou dez anos de espera.
A expectativa é que os próximos julgamentos tragam novas respostas e consolidem a responsabilização de todos os envolvidos no crime que interrompeu a vida de uma adolescente de 12 anos e marcou para sempre a história da região.
























