O idoso de 65 anos que responde pela morte do caminhoneiro Jhonatam Júnior da Silva Novask, de 30 anos, deixou a prisão na última sexta-feira (19), depois de quase seis meses detido. Ele vai aguardar em liberdade o júri popular que decidirá seu destino pelo crime cometido em Ponte Serrada, no Oeste catarinense.
O homem estava preso desde o dia 30 de dezembro de 2025, três dias após o homicídio, quando se apresentou à Polícia Civil e alegou legítima defesa. A data do julgamento ainda não foi marcada.
De acordo com o Portal Oeste Mais, a soltura foi obtida pela defesa do acusado. Conforme o advogado Marco Antonio Alencar, o juiz entendeu que o mérito da legítima defesa cabe ao tribunal do júri, mas que já não havia motivos para manter o cliente preso.
“O juiz entendeu que quem discute legítima defesa é o tribunal do júri, mas que ele não enxergava mais motivos de manter preso até por não trazer problemas, não era perigoso estar solto”, afirmou o defensor.
Alencar disse ainda que segue com a parte recursal e que vai levar ao tribunal a discussão sobre a decisão de pronúncia, a fase em que o réu é enviado a júri popular.
“O que nós temos é a soltura dele, porque ficou muito evidente as teses defensivas e isso fez com que ele fosse colocado em liberdade”, completou.
Entenda o caso
O conflito entre os dois começou ainda na BR-282, após uma ultrapassagem feita pelo carro pequeno dirigido pelo acusado. Segundo a defesa, o caminhoneiro passou a seguir o veículo, “grudou na traseira” do Fiat Palio e acionava o farol alto, provocando forte tensão antes do desfecho violento.
“O caminhoneiro começou a pressionar, causar uma violência psicológica contra o nosso cliente”, relatou o advogado ainda na época do crime, ao sustentar que o motorista do carro teria sido encurralado pela vítima.
A briga terminou em frente a um posto de combustíveis, onde os dois entraram em luta corporal. O caminhoneiro foi atingido por diversos golpes de faca no abdômen, no tórax, no braço e no rosto, sofrendo lesões gravíssimas. As imagens de uma câmera de segurança registraram o momento do ataque.
Jhonatam, que morava em Chapecó, chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Santa Luzia, em Ponte Serrada, mas não resistiu aos ferimentos.
O crime ocorreu no dia 27 de dezembro de 2025. O acusado responde por homicídio e aguardará o júri popular em liberdade. A defesa segue recorrendo da decisão de pronúncia.
























