Por anos, três meninas teriam convivido em silêncio com abusos dentro do próprio ambiente familiar no Meio-Oeste Catarinense. Agora, o caso terminou com uma condenação considerada severa pela Justiça de Santa Catarina.
Um homem foi condenado pela Vara Criminal da comarca de Caçador a 71 anos, nove meses e dois dias de prisão, em regime fechado, por crimes cometidos contra três sobrinhas, todas menores de 14 anos na época dos fatos.
Segundo a sentença, os abusos ocorreram de forma repetida entre 2017 e 2024, principalmente dentro da casa do acusado. O homem foi condenado por estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante presença de menor, corrupção de menores e indução ao acesso de material pornográfico.
De acordo com o processo, ele se aproveitava da relação de confiança familiar para se aproximar das vítimas e cometer os abusos. Entre as práticas descritas estão toques íntimos, exposição do corpo e de órgãos genitais, além de atos sexuais realizados na presença das crianças.
Induzia as crianças a assistir conteúdos pornográficos
A investigação também apontou que, em algumas situações, o réu induzia as meninas a assistir conteúdos pornográficos e as constrangia a presenciar atos libidinosos.
Outro ponto destacado na sentença é que o próprio filho do acusado teria sido envolvido nas práticas ilícitas, o que levou à condenação também por corrupção de menores.
Os crimes vieram à tona após relatos das vítimas, que descreveram episódios recorrentes de abuso. Conforme destacou o magistrado responsável pelo caso, os depoimentos foram considerados coerentes, detalhados e firmes durante toda a investigação, inclusive nas escutas especializadas realizadas com acompanhamento técnico.
A defesa alegou falta de provas materiais e afirmou que as acusações seriam consequência de conflitos familiares. A tese, no entanto, foi rejeitada pela Justiça.
Além da pena de prisão, o homem também foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais para cada uma das vítimas.
Na decisão, o juiz destacou o forte impacto emocional causado às meninas, que passaram a enfrentar crises de ansiedade e necessidade de acompanhamento psicológico.
O condenado segue preso e não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de Justiça.






















