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Homem é condenado a mais de 70 anos por abusar de três sobrinhas em SC

Justiça de Caçador condenou homem a mais de 71 anos de prisão por abusos cometidos contra três sobrinhas menores de 14 anos no Meio-Oeste Catarinense. Fotos: Ilustração Freepik

Homem é condenado a mais de 70 anos por abusar de três sobrinhas em SC
Foto: Reprodução
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Por anos, três meninas teriam convivido em silêncio com abusos dentro do próprio ambiente familiar no Meio-Oeste Catarinense. Agora, o caso terminou com uma condenação considerada severa pela Justiça de Santa Catarina.

Um homem foi condenado pela Vara Criminal da comarca de Caçador a 71 anos, nove meses e dois dias de prisão, em regime fechado, por crimes cometidos contra três sobrinhas, todas menores de 14 anos na época dos fatos.

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Segundo a sentença, os abusos ocorreram de forma repetida entre 2017 e 2024, principalmente dentro da casa do acusado. O homem foi condenado por estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante presença de menor, corrupção de menores e indução ao acesso de material pornográfico.

De acordo com o processo, ele se aproveitava da relação de confiança familiar para se aproximar das vítimas e cometer os abusos. Entre as práticas descritas estão toques íntimos, exposição do corpo e de órgãos genitais, além de atos sexuais realizados na presença das crianças.

Induzia as crianças a assistir conteúdos pornográficos

A investigação também apontou que, em algumas situações, o réu induzia as meninas a assistir conteúdos pornográficos e as constrangia a presenciar atos libidinosos.

Outro ponto destacado na sentença é que o próprio filho do acusado teria sido envolvido nas práticas ilícitas, o que levou à condenação também por corrupção de menores.

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Os crimes vieram à tona após relatos das vítimas, que descreveram episódios recorrentes de abuso. Conforme destacou o magistrado responsável pelo caso, os depoimentos foram considerados coerentes, detalhados e firmes durante toda a investigação, inclusive nas escutas especializadas realizadas com acompanhamento técnico.

A defesa alegou falta de provas materiais e afirmou que as acusações seriam consequência de conflitos familiares. A tese, no entanto, foi rejeitada pela Justiça.

Além da pena de prisão, o homem também foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais para cada uma das vítimas.

Na decisão, o juiz destacou o forte impacto emocional causado às meninas, que passaram a enfrentar crises de ansiedade e necessidade de acompanhamento psicológico.

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O condenado segue preso e não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de Justiça.

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