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Operação fiscaliza imobiliárias e combate atuação irregular em Porto Belo e Itapema

Ação do CRECI-SC, Procons e Fiscalização Fazendária resultou na emissão de 17 documentos oficiais durante vistorias.

Operação fiscaliza imobiliárias e combate atuação irregular em Porto Belo e Itapema
Foto: Reprodução
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Uma operação conjunta realizada nesta quarta-feira (8) fiscalizou empresas do mercado imobiliário em Porto Belo e Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina. A ação reuniu equipes do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI-SC), dos Procons de Porto Belo e Itapema e da Fiscalização Fazendária da Prefeitura de Itapema para combater o exercício ilegal da profissão e identificar irregularidades em imobiliárias da região.

Durante a operação, os fiscais vistoriaram diversos estabelecimentos e encontraram empresas funcionando sem registro junto ao CRECI-SC, além de casos de funcionamento sem o devido Alvará de Licenciamento municipal. Segundo os órgãos envolvidos, as irregularidades podem colocar consumidores em risco durante negociações imobiliárias, além de prejudicar profissionais que atuam de forma regular.

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Em uma das fiscalizações, uma empresa foi autuada por operar sem registro em Santa Catarina. Conforme o CRECI-SC, o responsável pelo estabelecimento possuía registro profissional apenas no Paraná. De acordo com a legislação, corretores registrados em outro estado precisam realizar inscrição secundária ou transferir o registro para o CRECI-SC para atuar legalmente em território catarinense.

Ao todo, a operação resultou na emissão de 17 documentos oficiais, entre Autos de Infração, Notificações e Autos de Constatação. Os documentos registram as irregularidades identificadas, aplicam sanções administrativas e estabelecem prazos para que as empresas promovam a regularização.

Segundo o CRECI-SC, a fiscalização tem como objetivo proteger consumidores contra fraudes e garantir maior segurança nas transações imobiliárias, além de coibir a atuação de empresas e profissionais sem habilitação legal.

Dados divulgados pelo Conselho apontam que, entre 2022 e 2025, foram realizadas 6.664 autuações relacionadas ao exercício ilegal da profissão em Santa Catarina. Somente em 2026, até o momento, já foram registradas 862 autuações envolvendo pessoas físicas e jurídicas. Conforme o CRECI-SC, a responsabilização criminal dos envolvidos depende da atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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O Conselho também defende mudanças na legislação para aumentar as punições aplicadas aos casos de exercício ilegal da profissão. A proposta é que o Projeto de Lei nº 3.614/2015 seja aprovado para tornar a prática crime, prevendo sanções mais rigorosas do que as atualmente previstas.

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