Ele virou personagem na internet rodando o Litoral catarinense em uma moto antiga e prometendo bater recordes em Santa Catarina. Poucos dias depois, mudou o tom: “Porto Alegre é bem melhor, meu.”
Jonas Ramos de Aguiar, motorista de aplicativo que se apresenta nas redes como “Jonas pouca marcha”, vinha publicando vídeos sobre a vinda do Rio Grande do Sul para o Litoral catarinense, com a promessa de “fazer recordes no SC”. A série de relatos, gravada durante a temporada na região, acabou tomando um rumo de desabafo sobre o custo de vida e o valor das corridas em Santa Catarina.
Em um dos vídeos que circulam, ele afirma que a situação está difícil. “É rapaziada, ainda estamos tomando chicotada aqui em Santa Catarina, mas não vamos desistir né meu?”, diz, em tom de queixa sobre o retorno financeiro. Em outro trecho, fala em antecipar a volta: “Eu vou ter que antecipar minha volta, meu, é muito ruim aqui.”
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O desabafo
O gaúcho compara diretamente as cidades e diz preferir a capital do seu estado: “Não se paga pra estar aqui. Então se não, daí eu estou amanhã mesmo voltando pra Porto Alegre e meter muita marcha.” Segundo os próprios relatos publicados por ele, a viagem reuniu uma quantia obtida com sacrifício e as corridas no Litoral catarinense não estariam compensando o esforço.
Em outro momento, ele resume a frustração com as paisagens da região: “Não vou ficar sofrendo aqui só pra umas vistas bonita né meu?”
A repercussão chegou aos comentários, onde Jonas tentou esclarecer o recado. Ele afirmou que já havia retornado ao Rio Grande do Sul e que não falava mal de Santa Catarina, mas sim das condições para quem trabalha com aplicativos. “Já estou em Porto Alegre, não estou falando mal do SC, é sim falando que no estado de SC não tem como viver e manter uma família com os apps”, escreveu, acrescentando que considera o custo de vida na capital gaúcha mais barato.
Outras versões
Nos mesmos comentários, outros motoristas dividiram percepções diferentes. Um deles afirmou que a categoria está mais cheia e que ficou mais difícil faturar como antes. Outro rebateu, dizendo que o visitante teria avaliado a região fora da alta temporada, quando o movimento é menor.
Os relatos publicados nas redes não permitem confirmar valores, rotas ou a real situação financeira descrita. As falas refletem a percepção pessoal do motociclista durante o período em que esteve no Litoral catarinense.























