Laguna quase entrou para a história como a primeira cidade do Brasil a coroar um campeão de aura. Uma conveniência da cidade anunciou, em cartaz digno de evento oficial, o “1º Campeonato de Farmar Aura”, marcado para a frente da loja do Centro. A arte tinha coroa, barra de energia carregando “+1000 aura”, selo de “respeita a aura” e até lema próprio: “aura não se explica, se sente”.
Na gíria da internet, “farmar aura” é acumular pontos imaginários de carisma e imponência. Cada atitude confiante soma, cada mancada desconta, e a brincadeira virou febre entre os mais jovens, que passaram a disputar informalmente quem carrega mais presença por aí.
Com data, horário e local definidos, o anúncio se espalhou rápido pela cidade, e a loja passou a ser cobrada pelos detalhes da disputa. Foi aí que veio o balde de água fria, em vídeo gravado na porta do estabelecimento.
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O campeonato que não existia
“Pessoal, isso é uma brincadeira. Campeonato é fake, não tem campeonato”, avisa o representante da loja, já emendando o novo critério para o título de maior aura de Laguna.
“Quem farmar mais aura vai ser quem trazer o currículo e a carteira de trabalho primeiro aqui na loja.”
Por trás da pegadinha existe um problema real de balcão: falta gente. Segundo o vídeo, a conveniência está com dificuldade para contratar e resolveu transformar o assunto do momento em anúncio de vaga.
Aura não, trabalho
“A gente precisa de gente pra trabalhar, não quem farmar aura”, reforça ele, pedindo que os interessados apareçam “o mais rápido possível” com currículo e carteira de trabalho em mãos.
No encerramento, o recado ainda aproveitou para aposentar outros bordões da internet de uma vez só: “Sem 6×7, sem anjo voador, sem nada. Aura não. Trabalho. Carteira de trabalho. Vamos, bora”.
A loja não informou quantas vagas estão abertas nem quais são os cargos. O processo seletivo, esse sim confirmado, tem regra única: currículo na mão vale mais que mil pontos de aura.





















