A morte de Pietro Tomé Boscheti Severino, de 18 anos, em uma colisão envolvendo uma motocicleta e um caminhão em Tubarão, no Sul de Santa Catarina, ganhou novos capítulos e passou a gerar forte repercussão na região.
O jovem morreu na noite de quinta-feira (4), no bairro São Cristóvão. Desde então, o caso deixou de ser tratado apenas como um acidente fatal e passou a envolver uma disputa pública de versões entre familiares e Júlia, que se apresenta como companheira dele.
A família de Pietro acusa a jovem de ter provocado o abalo emocional do rapaz. Segundo essa versão, o jovem estaria apaixonado, mas sofrendo com a exposição de Júlia, que vende conteúdo adulto na internet e é apontada por familiares como garota de programa.
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Familiares sustentam que essa situação teria causado constrangimento e sofrimento ao jovem, que, conforme essa versão, não queria se afastar dela, mas também estaria abalado pelo contexto do relacionamento.
Júlia falou com exclusividade ao Jornal Razão e nega a acusação. Ela confirma que vende conteúdo adulto na internet, mas afirma que não é garota de programa. Segundo a jovem, Pietro sabia da atividade, aceitava a situação e não via problema no relacionamento.
“Ele não se incomodava, ele aceitava e para ele não tinha problema isso”, afirmou.

Na versão de Júlia, o sofrimento de Pietro não teria sido causado pelo relacionamento em si, mas pela pressão da própria família, que, segundo ela, não aceitava o namoro justamente por causa do que ela fazia na internet.
A jovem afirma que familiares cobravam, zombavam e pressionavam Pietro desde o início da relação. Segundo ela, o rapaz chegou a deixar a casa da mãe e passou a morar com ela por causa dos conflitos familiares.
“Ele estava morando comigo. Depois que ela mandou ele embora, ele foi morar comigo”, relatou.
Júlia também acusa familiares de agressões, ofensas e humilhações contra Pietro. Segundo ela, o jovem teria sofrido ataques relacionados à cor da pele e era tratado de forma violenta dentro do ambiente familiar. Essas acusações ainda não foram confirmadas oficialmente.
A disputa entre as versões ganhou ainda mais força durante o velório. Júlia afirma que tentou ir ao local apenas para se despedir do companheiro, mas teria sido impedida por familiares.
Segundo ela, antes de comparecer à cerimônia, registrou boletim de ocorrência por ameaça e recebeu orientação para acionar a Polícia Militar de Santa Catarina caso fosse até a funerária.
“Eu não queria ir lá para brigar ou arrumar confusão. Eu queria só poder me despedir dele”, disse.
Ainda conforme Júlia, mesmo com a presença da PMSC, houve confronto no local. Ela afirma que foi alvo de agressões e ficou com marcas no corpo. A família contesta a versão apresentada pela jovem.
Após a confusão, Júlia relatou ao Jornal Razão que passou a receber novas ameaças e precisou sair de casa por medo.
Até o momento, nenhuma das acusações feitas pelos dois lados foi confirmada oficialmente. A Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada para atender a ocorrência durante o velório, mas não há confirmação pública sobre prisões relacionadas ao caso.
As circunstâncias da colisão que matou Pietro seguem sob apuração das autoridades competentes. O caso, agora, permanece marcado por duas versões opostas: a da família, que atribui à jovem parte do abalo emocional do rapaz, e a de Júlia, que nega a acusação e afirma que a pressão vinha justamente dos familiares que não aceitavam o relacionamento.























