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Coleirinha, trinca-ferro e o dedo torto: a tradição que marcou gerações em Tijucas

A tradição de criar e exibir pássaros como coleirinha e trinca-ferro deu origem ao apelido "dedo torto", marca folclórica do tijuquense de raiz. A história é um dos trechos do documentário dos 166 anos de Tijucas, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura.

Coleirinha, trinca-ferro e o dedo torto: a tradição que marcou gerações em Tijucas
Foto: Reprodução
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Quem é de Tijucas já ouviu a história, e talvez carregue a marca. O apelido “dedo torto”, atribuído ao tijuquense de raiz, tem origem em uma das tradições mais antigas da cidade: o costume de criar e exibir pássaros canoros, herança ligada à colonização açoriana do litoral catarinense.

Por muitas décadas, criar pássaros foi um hábito forte em Tijucas. Coleirinhas, trinca-ferros, curiós e sabiás eram criados em gaiolas, e os chamados gaioleiros tinham por costume passear pelas ruas, praças e bares carregando suas aves para exibir as mais bonitas e as melhores de canto. Era motivo de orgulho ter o melhor cantador da vizinhança.

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Conta a tradição popular que foi desse costume que nasceu o apelido. Como as gaiolas mais antigas eram carregadas pela parte de cima, seguras por um único dedo, o peso do viveiro, ao longo dos anos, teria ido entortando o dedo de quem as carregava. Daí teria surgido a fama de que o tijuquense nato tem o “dedo torto”. A explicação é tratada como lenda urbana, parte do folclore local, sem comprovação, mas atravessou gerações e virou, ao mesmo tempo, motivo de orgulho e alvo de piada na região.

ASSISTA AO VÍDEO

A tradição dos gaioleiros chegou a ser registrada na literatura regional, em obras que resgatam as memórias de quem cresceu na cidade. Com o tempo, no entanto, o costume mudou. A criação de aves silvestres em gaiola diminuiu drasticamente nos últimos anos, com a intensificação da fiscalização ambiental voltada à preservação da fauna. O hábito de ostentar pássaros praticamente desapareceu, mas o apelido e a história folclórica do “dedo torto” seguem vivos na cultura popular de Tijucas.

Vale o registro: a criação de aves silvestres pode ser legal quando há registro e anilha oficiais, conforme as regras dos órgãos ambientais. O que a fiscalização combate é a captura e a manutenção de aves de forma irregular.

A história do “dedo torto” é um dos trechos do documentário sobre os 166 anos de Tijucas, produzido pelo Jornal Razão em iniciativa da Prefeitura de Tijucas. O especial, que será exibido nas escolas da rede municipal, percorre tradições, personagens e marcos que ajudaram a construir a identidade da cidade, e terá trechos divulgados ao longo das celebrações de aniversário. Saiba mais sobre o documentário completo dos 166 anos de Tijucas.

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